Centros para turistas em Brasília têm falhas na sinalização
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Centros para turistas em Brasília têm falhas na sinalização

Lucas Vidigal

12 de junho de 2013 | 13h44

Postos do Plano Piloto e do aeroporto sofrem com problemas nas indicações, fechamentos inesperados e derrapadas nos idiomas

Lucas Vidigal — especial para o Estado

BRASÍLIA – Os cinco postos do Centro de Atendimento ao Turista (CAT) de Brasília têm erros e acertos a três dias da abertura da Copa das Confederações e a exatamente um ano da Copa do Mundo. Para avaliar a situação de cada um, a Seleção Universitária Estadão convidou a estudante francesa Charlotte Derouin, 21 anos, que está desde fevereiro na cidade em intercâmbio na Universidade de Brasília (UnB). A jovem é fluente em francês e inglês e utilizou as duas línguas nos testes.

A principal queixa de Charlotte foi a sinalização pequena ou inexistente ao redor dos CAT. Os únicos em que havia algum indicativo do serviço eram os do Aeroporto Juscelino Kubitschek e da Praça dos Três Poderes. O posto do Setor Hoteleiro Sul fica escondido atrás de árvores vistosas e de hotéis altos da região. “É muito ruim precisar andar sem rumo para encontrar algum desses centros”, reclama Charlotte. A promessa da Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF) é que Brasília receba mais 1 mil placas até a Copa do Mundo.

No Setor Hoteleiro Norte, um dos postos estava fechado estava fechado para horário de almoço às 14h30. Havia apenas um segurança no local, que não falava nenhum idioma além do português. Em nota, a Setur-DF disse que “considera inadmissível a ausência de um atendente no horário de funcionamento do CAT e vai apurar e punir o responsável que deveria estar no referido posto”. Os centros nos devem funcionar sempre das 8h às 18h.

Torre de babel

Os CAT também foram testados em relação aos idiomas falados e às informações passadas pelos atendentes. Na Praça dos Três Poderes, o único atendente escalado para o horário, na tarde de terça-feira, 11, tinha inglês mediano. Porém, mesmo com problemas de pronúncia e na conjugação de alguns verbos, o jovem deu informações precisas sobre a venda de ingressos para a abertura da Copa das Confederações. “Senti falta de receber mapas e panfletos sobre a cidade”, pontua Charlotte.

Foto de João Bosco — Seleção Universitária Estadão

Estudante elogia serviços, mas vê problemas na sinalização

Situação inusitada ocorreu no outro posto do Setor Hoteleiro Norte. Charlotte se apresentou à atendente em inglês, língua bem mais falada que o idioma materno da estudante. Porém, a recepcionista só tinha domínio do francês, o que surpreendeu Charlotte. “Ela foi simpática ao avisar que era melhor fazer o city tour pelo ônibus especial por causa da distância e do forte calor”, comenta.

A língua e a proatividade foram pontos positivos no posto do Setor Hoteleiro Sul, onde a recepcionista tinha domínio do inglês e arriscava palavras em francês. Perguntada onde estavam sendo vendidos os ingressos do último lote para Brasil x Japão, a jovem atendente precisou dar uma rápida pesquisada e respondeu corretamente que, até então, as entradas estavam à venda pela internet ou no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

O do aeroporto foi bem elogiado por Charlotte, que também recebeu panfletos com detalhes diversos sobre Brasília. “O rapaz falava quatro línguas muito bem além do português. Fui bem atendida”, elogia. De acordo com a Setur-DF, todos os CAT devem ter pelo menos um atendente que fale pelo menos língua inglesa. Segundo o órgão, todos os recepcionistas contratados falam, no mínimo, outro idioma fora o português.

 

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