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Ciclistas preparam protesto para a final da Copa das Confederações

Tiago Xavier

28 de junho de 2013 | 16h22

Parte dos manifestantes sairá do Maracanã em direção ao prédio da Prefeitura

Tiago Nicacio – Seleção Universitária – especial para o Estado

RIO DE JANEIRO – Uma legião de bicicletas deve interditar pelo menos duas faixas da Avenida Presidente Vargas, na manhã de domingo, 30, no final da Copa das Confederações entre Brasil e Espanha, no Maracanã. A manifestação, liderada pela Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro (FECIERJ) e pelos organizadores do Tour do Rio, cobra melhorias nas condições para a prática do esporte na cidade.

O estopim para o protesto foi o cancelamento da Volta da Enseada, única prova de ciclismo de estrada da capital fluminense, que estava marcada para o próximo domingo. Segundo os organizadores da manifestação, eles só foram comunicados pela Prefeitura que a prova estava suspensa na última quinta-feira.

Além disso, os ciclistas cariocas reclamam das condições oferecidas pela administração do prefeito Eduardo Paes para a prática do esporte no Rio.

“Primeiro, o prefeito demoliu o Autódromo de Jacarepaguá, que nós também utilizávamos, o que levou ao aumento de acidentes com bicicletas na cidade, pois passamos a dividir as vias públicas com os automóveis. Depois, demoliu o velódromo municipal, descumprindo uma promessa de campanha”, reclama Claudio da Silva Santos, presidente da FECIERJ.

No domingo, os ciclistas se dividirão em dois grupos: um sairá do Aterro do Flamengo, às 9h, em direção ao prédio da Prefeitura, onde encontrará os demais manifestantes, que sairão do Maracanã. Os organizadores esperam que mais de mil atletas compareçam ao protesto.


Grupo promete marchar até o Maracanã

O clima nos arredores do estádio que irá receber a final da Copa das Confederações promete ser tenso no domingo. Além da manifestação dos ciclistas cariocas, que terá o local como ponto de partida, o Comitê Popular da Copa e da Olimpíada do Rio de Janeiro também deverá se reunir nos arredores do estádio.

Com uma pauta de reivindicações que inclui repúdio ao processo de urbanização da cidade para receber a Copa do Mundo e as Olimpíadas e a privatização do Maracanã, o Comitê marcou a concentração dos manifestantes para as 10h, na Praça Saens Peña, na Tijuca, Zona Norte do Rio. De lá, eles planejam marchar até o estádio.

“Estão transformando o Maracanã em um shopping. O [parque aquático] Julio De Lamare e o [estádio de atletismo] Célio de Barros eram aproveitados diariamente por cerca de 10 mil pessoas que ali se exercitavam, usando-os como equipamentos de saúde. Tirar esses espaços para transformá-los em estacionamento, que é a proposta do projeto de privatização, é um absurdo”, afirmou Renato Cosentino, membro da organização Justiça Global e articulador do Comitê.

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