Em Brasília, colombianos foram maioria
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Em Brasília, colombianos foram maioria

Torcida 'invadiu' a capital federal para jogo contra a Costa do Marfim

Seleção Universitária

19 de junho de 2014 | 14h20

Torcida ‘invadiu’ a capital federal para jogo contra a Costa do Marfim

Colombianos se reuniram em shoppings do DF (Jorge Macedo/Seleção Universitária)

 

Jorge Macedo – especial para O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA – O sotaque castelhano tomou conta das ruas e shoppings de Brasília. Os colombianos invadiram a capital para assistir ao duelo desta quinta-feira, 19, contra a Costa do Marfim. De acordo com a Fifa, metade dos ingressos vendidos para a partida foi adquirida por estrangeiros – de cada quatro, um é colombiano.

Durante o reconhecimento do gramado do Mané Garrincha na tarde de quarta-feira, 18, centenas de torcedores se reuniram do lado de fora para apoiar a seleção. Com os rostos pintados de amarelo, azul e vermelho, a torcida conhecida como ‘Febre Amarela’ mostrou um pouco da festa que fará durante a partida. Após 16 anos fora do mundial, os colombianos estão otimistas. A goleada por 3 x 0 sobre a Grécia na estreia só reforça a alta expectativa.

O casal Jorge Otalvaro, 25, e Diana Archila, 24, acreditam na classificação para a próxima fase diante dos marfinenses. Juntos há três anos, eles acompanharam os jogos de ontem em um shopping. Diana explica que é normal a torcida se reunir para ver a seleção. “Em Bogotá, as famílias costumam ir aos shoppings no fim de semana, é uma tradição que trouxemos para cá, por isso estão tão cheios”, explica.

Otalvaro morou no Rio de Janeiro por seis meses e estranhou algumas coisas desde que saiu do País. “A comida está muito mais cara, o transporte também. A qualidade dos ônibus melhorou, mas as linhas são poucas e isso nos obriga a andar de táxi e gastar muito”, afirmou o colombiano, que chegou à cidade na terça-feira, 17, e ficará na capital até sábado, 21.

Luis Loaiza, 56, veio ao Brasil pela primeira vez com o filho Daniel Felipe, 20. Em Brasília desde sexta-feira, 13, os traços da cidade chamaram a atenção do colombiano. “Aqui tem muitos prédios, nossa única diversão até agora foi ir até a Esplanada. A arquitetura é linda, mas não conseguimos encontrar opções de diversão noturna. Estamos hospedados próximos ao Lago, lá não passa ônibus. Os táxis são caros demais”, lamentou.

Um dos principais pontos turísticos da cidade, a Torre de Televisão foi ocupada pelos colombianos. Juan Alibio Carvajal, 57, era um dos que mais chamava a atenção dos visitantes. Vestido com uma roupa feita por ele mesmo em homenagem às seleções da Copa, ele viajou mais de 10 quilômetros para chegar ao Brasil. “Alugamos um ônibus e passamos pelo Equador e Peru antes de chegar aqui. Somos um grupo de 20 amigos, vamos atrás da Colômbia onde ela estiver”, destacou.

Com o cabelo moicano e rosto pintado nas cores da bandeira do país, Carvajal conta que gastou dois mil reais com a fantasia e espera que a Colômbia vá longe no mundial. “A primeira Copa que vi foi nos Estados Unidos. Lá também fiz minha própria roupa. No Brasil gostei da hospitalidade das pessoas, mas os preços estão muito altos. Estive no Rio e Belo Horizonte antes de chegar aqui. Minha família disse que estava louco, mas já passei por Venezuela, México, Costa Rica, sempre atrás da seleção. Acredito que seremos campeões em cima do Brasil”, declarou ele, que a todo instante tirava fotos com curiosos que passavam pelo local.

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