Com vitória tranquila, Fúria se mantém como uma das favoritas
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Com vitória tranquila, Fúria se mantém como uma das favoritas

Seleção Universitária

16 de junho de 2013 | 21h36

Baseada na posse de bola, Espanha não dá chances a contra-ataques do Uruguai

Jogadores espanhois comemoram gol de Soldado (AP/Natacha Pisarenko)

Jogadores espanhois comemoram gol de Soldado (AP/Natacha Pisarenko)

 

Felipe Resk  e Renato Machado – Seleção Universitária – especial para o Estado

RECIFE, SÃO PAULO – A vitória tranquila da Espanha por 2 a 1 sobre o Uruguai neste domingo, 16, na Arena Pernambuco, comprovou que a “Fúria” mantém o alto nível apresentado na última Copa do Mundo, em 2010, e na Euro 2012, competições em que se sagrou campeã.

Diante de um Uruguai guerreiro, a Espanha manteve, durante grande parte dos 45 minutos iniciais, a bola em seus próprios pés. Na formação inicial, Vicente del Bosque utilizou sete jogadores do Barcelona. A identidade da equipe catalã, o toque de bola, foi evidente, não decepcionando os cerca de 42 mil torcedores presentes.

O cérebro do time, Iniesta, era responsável por iniciar a maioria das jogadas, que se mantinham com grande frequência na região central do campo. Do lado Celeste estava uma equipe fechada, apostando em contra-ataques e erros de uma seleção que quase nunca erra.

Mas a posse era toda espanhola – ao final do primeiro tempo a estatística da Fifa mostrava 77% de posse da Espanha contra 23% do Uruguai – e, em uma das poucas oportunidades com a bola parada, aos 20 minutos, a Espanha chegou ao seu primeiro gol.

Na cobrança de escanteio, Pedro aproveitou o rebote da zaga e chutou de primeira. O forte arremate se encaminhava para uma fácil defesa de Muslera, mas o desvio do zagueiro Lugano mudou a trajetória da bola, tirando o goleiro da jogada. Um presente nada agradável do capitão celeste a Fernando Muslera, aniversariante da noite.

Após o gol, o Uruguai tentou se abrir mais. A pretensa ofensividade acabou se tornando excesso de vontade e os sulamericanos começaram a abusar das faltas. Apesar de alguns lances mais fortes, o árbitro japonês Yuichu Nishimura mantinha a partida na base da conversa. Aos 31 minutos, uma boa trama espanhola fez a bola chegar nos pés de Fàbregas que, com um passe nas costas da zaga, encontrou o atacante Soldado livre para chutar firme no gol de Muslera, 2 a 0.

Segundo Tempo

A segunda metade da partida foi marcada pela ausência de grandes oportunidades. Com a vantagem criada na primeira etapa, a Espanha se arriscava pouco e mantinha a bola sob seu comando. O Uruguai era pouco efetivo e dependia de contra-ataques, em geral alavancados pelo atacante Luis Suárez.

O árbitro Nishimura precisou intervir em alguns momentos, com cartões amarelos, mas na maioria do tempo preferia o diálogo com os atletas. O técnico da Celeste, Oscar Tabárez, fez algumas mudanças na equipe. As entradas de González e Lodeiro deram mais dinâmica ao time, que conseguia segurar um pouco mais a bola. Aos 24 minutos, a pedidos da torcida recifense, Diego Forlán foi à campo. O meio-campo do Internacional, entretanto, pouco fez para mudar a história da partida.

Quando tudo se encaminhava para uma vitória fácil da Espanha, Luisito Suárez, aos 44 minutos, em cobrança de falta no ângulo de Casillas, diminuiu a diferença. Nos minutos finais, a Celeste se lançou ao ataque em busca do empate. A Espanha até encontrou espaços na zaga adversária, mas não os aproveitou para liquidar a fatura. Mesmo assim, a Fúria segurou o resultado e garantiu os primeiros três pontos do grupo B da Copa das Confederações.

A outra partida do grupo acontece nesta segunda-feira, 17, entre Taiti e Nigéria. O Uruguai volta a campo na quinta-feira, 20, diante da Nigéria, na Arena Fonte Nova. No mesmo dia, a Espanha pega o Taiti, no Maracanã.

Acesso à Arena

Por volta das 17h30, uma chuva que caiu em Recife apressou a entrada dos torcedores na Arena Pernambuco. Por conta disso, a revista acabou sendo relaxada e algumas pessoas que estavam na área externa do estádio não passaram pelo detector de metais.

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