Decepcionados na primeira fase, torcedores esperam seleção de primeira linha na semifinal em Belo Horizonte
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Decepcionados na primeira fase, torcedores esperam seleção de primeira linha na semifinal em Belo Horizonte

Machado PR

22 de junho de 2013 | 15h13

Partida de quarta-feira deve trazer campeão mundial pela primeira vez à cidade na Copa das Confederações

Guilherme Faria – Seleção Universitária – especial para O Estado

BELO HORIZONTE – Diferentemente das outras sedes da Copa das Confederações, que receberam campeões mundiais logo na primeira fase, a capital mineira ainda não recebeu nenhuma seleção de grande destaque internacional no torneio. Taiti x Nigéria jogaram para apenas 20 mil pessoas na primeira rodada e, neste sábado, quem for ao Mineirão verá a despedida dos eliminados México e Japão.

Morador de Belo Horizonte desde o nascimento, o estudante Henrique Braga comenta que ficou decepcionado com as partidas que a cidade recebeu. “Vendo que outras cidades sediaram partidas como Brasil x Itália e Espanha x Uruguai, e por BH ser uma cidade com forte apelo futebolístico, fiquei com a impressão de que um jogo melhor da primeira fase poderia ter sido aqui”, lamenta.

“Mesmo sabendo que foi um sorteio, considero que essas duas partidas da primeira fase são uma desconsideração com Belo Horizonte”, comenta Pedro Araújo, técnico em telecomunicações, que assistirá de perto a partida entre as únicas equipes que já estão matematicamente fora da segunda fase.

No entanto, a semifinal que será disputada na cidade, na próxima quarta, dará a chance de os mineiros finalmente verem alguma seleção de peso de perto. O embate será entre o vencedor do Grupo A e o segundo colocado do Grupo B, o que faz com que a possibilidade da Seleção Brasileira de atuar em Belo Horizonte seja grande, já que a equipe comandada pro Felipão necessita apenas de um empate contra a Itália para garantir a primeira posição do Grupo A.

Ambos os jovens estão empolgados em ver equipes tradicionais de perto. “Se realmente for confirmado Brasil e Uruguai aqui, vai ser um momento histórico”, afirma Araújo, crendo que a partida pode ser uma espécie de vingança da final da Copa de 1950. Já Braga não se importa tanto se a Seleção Brasileira não visitar o Mineirão. “Também seria interessante se Espanha ou Itália viessem, já que as equipes raramente jogam no Brasil”, explica.

Diferentemente de Henrique, a veterinária Marina Madeira só ficará satisfeita se puder ver a Seleção Brasileira. “Se a seleção não vier, revendo meu ingresso”, revela.

Marina só irá ao Mineirão caso o Brasil esteja presente na semifinal (Guilherme Faria/Seleção Universitária)

Marina só irá ao Mineirão caso o Brasil esteja presente na semifinal (Guilherme Faria/Seleção Universitária)


Pela festa

Por outro lado, o estudante Paulo Henrique, que comparecerá a todas as partidas do torneio na cidade, não se importa com o nível das equipes que jogaram na Capital Mineira. “O que importa para mim é o futebol e a festa. Só o fato de haver celebração em torno de meu esporte favorito já faz com que o ingresso valha a pena”, diz o torcedor, que se juntou ao coro dos que apoiaram o Taiti na derrota por 6 a 1 para a Nigéria.

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