Depois de 20 anos, a Taça da Copa volta ao Recife
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Depois de 20 anos, a Taça da Copa volta ao Recife

Seleção Universitária

23 de maio de 2014 | 14h04

Objeto mais cobiçado do futebol chega à cidade pelas mãos do pentacampeão mundial Rivaldo

Rivaldo ergue e beija a taça da Copa do Mundo em Pernambuco (Emanuel Leite Jr.)

 

Emanuel Leite Jr. – especial para O Estado de S. Paulo

RECIFE – A Copa do Mundo 2014 finalmente começou na capital pernambucana. A 22 dias de receber sua primeira partida (Costa do Marfim x Japão), Recife entrou definitivamente nesta sexta-feira, 23, no clima da competição. A chegada do Tour da Taça da Copa do Mundo à cidade foi o grande responsável pelo despertar desta relação contagiante com o torneio da Fifa.

O evento, aberto ao público até sábado, 24, permite que os pernambucanos fiquem bem perto do troféu de campeão do mundo. A taça foi apresentada pelo pernambucano Rivaldo, pentacampeão mundial em 2002.

Em 1994, a delegação brasileira fez questão de passar pelo Recife na volta ao Brasil após a conquista do tetra nos Estados Unidos e o pernambucano Ricardo Rocha foi o responsável por apresentar o troféu a seus conterrâneos. 20 anos depois, no retorno da taça à cidade, nada mais natural do que outro filho da terra trazer o tão cobiçado objeto para o Recife. E Rivaldo não escondeu a emoção de estar com a taça em seu Estado.

“Já passei pelo Piauí e por Natal, agora o Recife e domingo [estarei] em Fortaleza. Mas o gostinho de estar em Pernambuco é diferente. Nasci aqui e estar aqui, participando, pegar na taça e beijando, é algo muito especial. É realmente maravilhoso”, afirmou.

Confiante na conquista do hexacampeonato, o antigo meia deposita em Neymar a esperança de fazer aquilo que ele fez em 2002: ser determinante e fundamental para conduzir o Brasil ao título em casa. “A responsabilidade é do Neymar. Ele é quem vai vestir a camisa 10. Ele é um grande jogador. Acredito que, pela personalidade dele, Neymar é, hoje, o cara da Seleção”, disse.

Em recente passagem pela capital pernambucana, o capitão do penta, Cafu, disse que Rivaldo havia sido o craque da Copa de 2002, corroborando, assim, a opinião de Felipão, o técnico daquela campanha vencedora. Questionado a respeito do tema, o ex-jogador preferiu enaltecer a grandeza da discussão, evitando dizer quem teria sido o melhor, se ele ou Ronaldo.

“Eu não gosto de falar de mim mesmo. Gosto de saber que vocês e todo mundo discutem quem foi o melhor. Eu sei o que eu fiz na Seleção. Mas isso de dizer quem foi o melhor não leva a lugar nenhum. Todos participaram e todos conquistaram”, comentou. “Mas agradeço ao Cafu e ao Felipão pelos comentários.”

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