Entorno da Arena Corinthians teve alta procura por ingressos
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Entorno da Arena Corinthians teve alta procura por ingressos

Cambista tentava vender entrada na categoria 1 por R$ 2.500 na porta do estádio

Seleção Universitária

23 de junho de 2014 | 14h41

Cambista tentava vender entrada na categoria 1 por R$ 2,5 mil na porta do estádio

Torcedor à procura de ingresso nos arredores da Arena Corinthians (Pedro Hallack/Seleção Universitária)

 

Pedro Hallack – especial para O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – Os cambistas não foram os únicos que apareceram nos arredores da Arena Corinthians antes da partida que deu à Holanda a liderança do Grupo B nesta segunda-feira, 23. Além da presença de cambistas, um grande número de torcedores procurando ingressos para assistir ao duelo foi visto antes do jogo em São Paulo.

Um dos torcedores à procura de entradas foi o peruano Fernando Sánchez, de 44 anos, que estava disposto a pagar até R$ 1 mil por pelo ingresso. Sánchez, natural de Lima, contou que, mesmo sem ter conseguido bilhetes pelo sorteio da Fifa, está rodando o país para tentar assistir aos jogos. “Consegui ver a vitória da Argentina sobre a Bósnia, no Rio de Janeiro, e a partida entre Uruguai e Inglaterra, aqui em São Paulo. Paguei R$ 1 mil nos dois confrontos”, afirmou. “Porém, não achei entrada para Chile x Espanha, semana passada, no Maracanã.”

Os primos chilenos Juan Pablo, 33, e Juan Perawchigvay, 43, eram outros em busca de entradas. Ambos estão na capital paulista desde o dia 9, e já foram ao Rio de Janeiro para assistir à grande vitória chilena sobre a Espanha, no Maracanã. Mesmo sem conseguir comprar ingressos para o duelo, Juan Pablo, mostrou otimismo. “Ganhando da Holanda hoje, teremos um caminho mais fácil no mata-mata. Chegaremos, pelo menos, entre os quatro primeiros.”

No lado holandês, Alexander Harnans, 28, era outro tentando obter a sua entrada para a partida. Morador de Amsterdam, Alexander apostou em um jogo movimentado entre as duas seleções, como na vitória holandesa sobre a Austrália, por 3 a 2. “Hoje será o mesmo placar. O Robben marcará dois gols.”

Outro fato que chamou a atenção antes da partida começar foi a quantidade de brasileiros que foram no entorno da Arena Corinthians apenas para conferir a movimentação no local. As irmãs Carla e Angela Costa, moradoras de Itaquera, aproveitaram o momento para tirar fotos e conversar com alguns estrangeiros. “Já tínhamos viajado para o Canadá, onde gostamos muito do contato com outras pessoas e com uma cultura diferente”, disse Angela. “Não podemos esperar outros 64 anos para a Copa voltar ao Brasil.”

Entorno. Mesmo sem o feriado desejado pela Prefeitura de São Paulo, a chegada ao estádio via metrô ocorreu sem problemas. O trajeto completo da linha vermelha do Metrô, saindo da estação Palmeiras-Barra Funda até a Corinthians-Itaquera, durou cerca de 40 minutos.

Na saída da estação Arthur Alvim, que dá acesso ao setor oeste da arena, foram os chilenos que comandaram a festa, entoando a canção “Chi-Chi-Chi-le-le-le, viva Chile”, um dos símbolos desse Mundial. Mesmo fazendo festa, os chilenos ainda foram mais tímidos do que os ingleses na última quinta-feira, 19, antes do jogo contra o Uruguai. Os britânicos chegaram a pendurar bandeiras do país e de clubes locais nos bares próximos ao estádio.

Durante a partida, os brasileiros rivalizaram com os chilenos em um bar próximo à Arena Corinthians. A entrada do palmeirense Valdivia na seleção chilena, na segunda etapa, não passou despercebida pelos corintianos presentes no local, que vaiaram bastante o meia. Além das vaias, os torcedores do Corinthians vibraram nos dois gols da Holanda, aproveitando para tirar um sarro dos chilenos.

Após o apito final, a holandesa Soraya Mooijweer, de 21 anos, se mostrou surpresa com a vitória por 2 a 0 de sua equipe. No lado sul-americano, o chileno Nicolás Rivera, 33, não ficou desanimado com a derrota. “Mesmo que enfrentemos o Brasil nas oitavas, espero uma vitória. Esse time tem muito talento”, afirmou Nicolás, que é casado com uma brasileira.

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