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Estreia do Brasil não muda rotina de todos os brasileiros

Lobo Figueira

15 de junho de 2013 | 19h56

Em bairro da zona oeste carioca, muitos ainda não respiram o clima da Copa das Confederações

Por Fabrício Lobo – Seleção Universitária – especial para o Estado

RIO DE JANEIRO – Mesmo com a maciça propaganda sobre a estreia do Brasil e a abertura da Copa das Confederações, houve aqueles que alteraram em pouco a rotina, ou até mesmo, em nada.

A professora Priscila de Moraes optou por continuar em casa lendo sobre assuntos ligados aos protestos dos últimos dias. Ela afirma que essa foi a forma dela também fazer um protesto, uma vez que é contra os eventos feitos com dinheiro público. “Um povo que vive em grande parte na miséria. Sem saúde, educação e segurança tem outras prioridades,” ressaltou.

A reportagem passou todo o período do jogo no bairro do Parque Leopoldina, zona oeste do Rio, e que ficou conhecido nacionalmente pelo quadro do Fantástico “O Mundo sem Mulheres”. Na praça central do bairro poucos estavam interessados na estreia da seleção.

O campeonato “inter-ruas” não parou. Os dois jogos marcados para hoje aconteceram normalmente.

Luis Henrique Maciel, 34 anos, advogado, afirma que as poucas faltas foram provenientes do frio e não do jogo. “Alguns preferem não jogar por causa do frio ou algum outro compromisso mais importante. Que eu saiba ninguém estava muito a fim de assistir ao jogo da seleção.”

Muito próximo ao campo havia uma festa junina da paróquia de Santo Antônio e poucos pareciam interessados na partida. “Preferi trazer meus filhos para brincar com os amiguinhos”, disse Jonathan Abreu, 42 anos.

Em um ponto mais reservado da praça, amigos de longa data jogavam cartas. O comerciante Jesuíno Costa, 54 anos, brincava com o nível dos jogadores japoneses. “Se colocarem os meninos que costumam jogar na praça contra os japoneses acho que vão ganhar de mais de três gols. O único jogo que me interessa hoje é o meu buraco.”

 

Moleques jogando bola em Bangu

(Fabrício Lobo / Seleção Universitária)

                                                                                                                     

O Brasil ganhou o jogo por 3 x 0 do Japão e nenhum aparelho de televisão ou rádio foi visto ou ouvido durante a reportagem.

 

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