Fifa divulga nota negando cancelamento da Copa das Confederações
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Fifa divulga nota negando cancelamento da Copa das Confederações

Machado PR

21 de junho de 2013 | 16h22

Entidade máxima do futebol diz que apoia a liberdade de expressão e o direito de se manifestar

Renato Machado e Victor Costa – Seleção Universitária – especial para O Estado

SÃO PAULO – As recentes especulações sobre um possível cancelamento da Copa das Confederações foram rechaçadas pela Fifa, nesta sexta-feira (21), por meio de uma nota oficial em seu site. Segundo a nota, em nenhum momento o COL (Comitê Organizador Local) ou o governo federal – que organizam o evento ao lado da Fifa – discutiram a possibilidade do não prosseguimento da competição.

Assegurando que o torneio seguirá com a programação normal, o departamento de comunicação da entidade maior do futebol não foi contra à atual efervescência política do país. “Nós reconhecemos e apoiamos a liberdade de expressão e o direito de manifestar-se de forma pacífica e condenamos todas as formas de violência”, diz a nota.

A Fifa ainda afirmou que segue em constante contato com as seleções e negou que alguma das equipes tenha pedido para deixar o Brasil.

Veja a íntegra da nota oficial da Fifa (21/06/2013):

“Nós reconhecemos e apoiamos a liberdade de expressão e o direito de manifestar-se de forma pacífica e condenamos todas as formas de violência. Estamos em contato constante com as autoridades locais e temos total confiança nas medidas de segurança implementadas.

Nós continuaremos a monitorar a situação. Em nenhum momento a FIFA, o Comitê Organizador Local (COL) ou o Governo Federal discutiram ou sequer consideraram o cancelamento da Copa das Confederações da FIFA.

Estamos em contato constante com as partes envolvidas, incluindo as equipes, e os manteremos informados sobre todas as medidas tomadas. Nós não recebemos qualquer pedido, de qualquer equipe, relativo a deixar o Brasil”.

Imprensa internacional repercute manifestações

Após o dia mais violento dos protestos, em que duas pessoas morreram, os jornais dos países que disputam a Copa das Confederações destacaram os tumultos que marcaram a noite da quinta-feira, 20. Mesmo com cenário de guerra que se instaurou em algumas cidades, jornais de Espanha, México e Itália não teceram comentários negativos ao que acontece no Brasil.

 

Manchetes do Marca, Gazzetta dello Sport e Centro Deportivo (Reprodução)

Manchetes do Marca, Gazzetta dello Sport e Centro Deportivo noticiam protestos (Reprodução)

 

O espanhol Marca ressaltou que mais de um milhão de pessoas foram às ruas. Segundo o jornal, “o povo está aproveitando o foco midiático do futebol e da Copa das Confederações para protestar pelos recortes sociais que o país está sofrendo”.

Na itália, a Gazzeta dello Sport ressaltou as declarações do técnico Cesare Prandelli: “não há necessidade de ir para a casa. Nesses dias a situação mudou, no Rio de Janeiro podíamos visitar a cidade, já no Recife e aqui (Salvador) estamos proibidos de sair do hotel.” O treinador ainda se posicionou a favor dos protestos pacíficos, “são eventos que podem estimular o crescimento de um país, mas quando há violência tornam-se preocupantes”, completou Prandelli.

O site mexicano Central Deportiva destacou a agressividade nas manifestações desta quinta.”Estes foram os maiores protestos contra o governo até agora, com sinais de violência em várias cidades onde os manifestantes que exigiam melhoras nos serviços públicos e o fim da corrupção. Eles enfrentaram gás lacrimogêneo, spray de pimenta e balas de borracha”.

Mesmo com a repercussão internacional dos protestos, não há pressão externa para que megaeventos sejam suspensos no Brasil.

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