Maracanã recebe equipamento de energia temporária para transmissões de TV
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Maracanã recebe equipamento de energia temporária para transmissões de TV

Seleção Universitária

20 de maio de 2014 | 18h00

Quatro geradores a diesel estão sendo instalados no Complexo de Transmissão Local do estádio

Geradores que fornecerão energia temporária para as transmissões dos jogos da Copa (Aggreko/Divulgação)

 

Lara Monsores – especial para o Estado de S. Paulo

RIO DE JANEIRO – A poucos dias do pontapé inicial da Copa do Mundo no Brasil, o Maracanã, palco da final do evento, recebe nesta semana o equipamento de energia temporária para as transmissões de televisão e placas de publicidade. A empresa escocesa Aggreco é a responsável pela instalação dos quatro geradores a diesel no Complexo de Transmissão Local, que somados fornecerão energia de 3 megawatts de potência, o suficiente para abastecer cerca de 3 mil residências.

A capacidade total fornecida para transmitir todas as 64 partidas do mundial será de 50 MW de potência. Só o Centro de Transmissão Internacional (IBC, na sigla em inglês) receberá 12 megawatts, enquanto os outros 38 megawatts serão distribuídos entre as 12 cidades-sede.

Por conta da quantidade e importância dos jogos que receberão, Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte serão as cidades com maior demanda de energia, tendo, cada uma, equipamentos com 3 megawatts de potência. As outras receberão equipamentos de 2 megawatts.

Experiência. Essa é a sexta Copa da companhia escocesa, que já forneceu energia temporária também para nove olimpíadas – de verão e inverno – e outros eventos como Rio+20 e Rock in Rio. Conversas já foram iniciadas para que ela esteja também nos Jogos de 2016 no Rio de Janeiro.

“Há um interesse da Fifa de que, de uma Copa para a outra, não se precise reinventar a roda”, diz Thiago Moraes, diretor de marketing da Aggreko, ressaltando a expertise no serviço prestado e justificando a escolha dos donos do evento pela empresa. Moraes explica que a padronização dos processos utilizados pela fornecedora de energia facilita a implantação desse sistema em qualquer lugar do mundo.

A única novidade para o Brasil será a possibilidade de monitoramento remoto do consumo nos complexos de transmissão. “Do IBC, a HBS – empresa responsável pela produção, captação e compartilhamento do sinal das partidas – vai poder acessar a informação do que está sendo consumido em cada estádio. A partir daí, pode-se controlar a energia gerada e a distribuição para cada cliente (emissoras)”, explica o representante da Aggreko.

Esse tipo de energia, chamada “energia técnica”, é completamente independente da energia utilizada em outras partes do estádio (refletores, por exemplos) e em estruturas temporárias.

Após a conclusão da instalação dos equipamentos, prevista para o final desta semana, será iniciada a fase de testes de aceitação, nos quais a HBS simula a transmissão de uma partida e observa o desempenho dos geradores para que não haja qualquer falha nas transmissões durante os jogos.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: