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Moradores de Fortaleza acreditam em legado da Copa

Apesar de algumas obras inacabadas, parte da população está otimista

Seleção Universitária

18 de julho de 2014 | 17h06

Apesar de algumas obras inacabadas, parte da população está otimista

 

Lyvia Rocha – especial para O Estado de S. Paulo

FORTALEZA – Ainda em 2007, quando o Brasil foi escolhido para ser sede da Copa do Mundo, a grande dúvida sobre o Mundial seria sobre legado deixado para o País. Após o fim da competição, apenas três das nove obras contidas na matriz de responsabilidade foram entregues a tempo para o Mundial.

As indagações sobre o legado voltaram, mas muitos fortalezenses estão confiantes no que a Copa deixou para a cidade.

A primeira das orbas prometidas foi à reforma do estádio Castelão. A arena foi feita dentro do prazo é o grande orgulho dos torcedores cearenses. “Temos dois grandes clubes com duas grandes torcidas, que independente da divisão sempre lota o estádio. Só isso já justifica o Castelão. Além disso, tivemos vias ampliadas, e construção de alternativas para melhorar a mobilidade urbana”, disse Roger Cid, professor.

O Aeroporto Internacional Pinto Martins recebeu um “puxadinho” para atender a demanda de passageiros para o evento. “Preciso viajar muito e notei que mesmo com o grande fluxo de pessoas na Copa o aeroporto funcionou”, afirmou a comerciate Maria Luisa Matos.

Já para a advogada Zaira Umbelina, as avenidas do entorno do castelão são obras que estão fazendo a diferença para a população. “A Avenida Alberto Craveiro e Paulino Rocha foram feitas e concluídas antes da Copa e são benéficas para todos nós”, disse.

Turismo. Outro quesito potencializado no Mundial foi o turismo da cidade. Durante a Copa do Mundo, mais de 300 mil turistas visitaram a capital. No total, foram 149.284 turistas estrangeiros na Arena Castelão durante os seis jogos da Copa do Mundo.

“Vários turistas que não conheciam Fortaleza certamente gostaram do que viram e retornarão para passar as férias”, afirmou o analista assistente de TI Francisco Carneiro. Em relação a algumas obras inacabadas, o analista está otimista. “Acredito que as obras que não foram finalizadas, como o VLT, serão concluídas e ficarão como legado.”

Decepção. A grande obra de mobilidade urbana em Fortaleza, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), não ficou pronto a tempo para a Copa do Mundo. A afirmação foi feita poucos dias antes do início da competição pelo Governo do Estado do Ceará por meio da Secretaria de Infraestrutura do Estado do Ceará (Seinfra).

Inicialmente, o prazo dado para a conclusão da obra que fez parte do pacote de mobilidade urbana da capital cearense para o Mundial era junho de 2013.

Agora, no entanto, o governo do Estado não estipulou nenhuma data para a entrega do Veículo Leve sobre Trilhos, mas disse por meio de nota que será entregue o mais rápido possível para a população da cidade. Segundo a matriz de responsabilidade a obra deveria ter tido início em maio de 2010, com o custo de R$ 265, 5 milhões.

Porém, o começo da construção do VLT só aconteceu em abril de 2012, com quase dois anos de atraso. Atualmente, o custo saltou para R$ 275,45 milhões.

Segurança. A segurança durante o evento foi satisfatória com índices de ocorrências bem abaixo dos eventuais na cidade. Porém, com o término da competição, a sensação de segurança já não é a mesma.

Para a recepcionista Angélica Câmara, esse legado não vai ficar para Fortaleza. “Quando terminou a Copa já notei que o policiamento não é mais o mesmo aqui na Beira-Mar. Uma pena, mas acredito que tudo vai voltar ao normal.”

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