Moradores do entorno da Arena Castelão reclamam de transtornos
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Moradores do entorno da Arena Castelão reclamam de transtornos

Seleção Universitária

27 de maio de 2014 | 12h35

Com obras em andamento, prefeitura de Fortaleza corre para entregar tudo a tempo para o Mundial

A avenida Paulino Rocha é a via com mais obras em atraso na região do estádio (Lyvia Rocha/Seleção Universitária)

 

Lyvia Rocha – especial para O Estado de S. Paulo

FORTALEZA – A Arena Castelão foi o primeiro estádio a ficar pronto para a Copa do Mundo. Entregue em dezembro de 2012, o estádio foi elogiado pela agilidade na sua reforma. Mas não se pode dizer o mesmo de seu entorno. Com problemas nas vias, moradores ainda sofrem com os transtornos causados pelas mudanças nas principais avenidas que dão acesso ao local.

Para chegar até lá, os torcedores terão que passar por uma das três vias de acesso ao estádio, que são as avenidas Alberto Craveiro, Silas Munguba e Paulino Rocha – a última tem as obras mais atrasadas.

Morador da avenida Paulino Rocha, Davi Almeida Muniz reclama da desordem causada pelo Mundial. “A Copa não trouxe nada de bom para ninguém. Por aqui tivemos apenas transtorno nas ruas, mudança nas rotas de ônibus e muita poeira”, diz. Apesar de tudo, Davi confessa que vai torcer pelo Brasil na Copa. “O coração bate mais forte e acabamos esquecendo de tudo o que acontece antes. Não tem como torcer contra a Seleção.”

Trabalhando na obra há 6 meses, o pedreiro Francisco Erandir da Cruz Moreira afirma que o túnel na Avenida Paulino Rocha que dará acesso ao Castelão está em fase de acabamento. “Estamos na fase de finalização. Essa semana fica pronto”, afirma.

Contraste. Para o pedreiro e comerciante Ananias Alves, a Copa já causou tristeza. Antigo morador da avenida Silas Munguba, uma das principais vias que dão acesso ao estádio, Alves teve sua casa retirada para a reforma da avenida. “Não estou feliz porque me tiraram do meu cantinho. Eu tinha um bar aqui e o dinheiro que eles (prefeitura) me deram não foi suficiente para abrir outro estabelecimento. Era a minha maior renda”, lamenta.

Mas também há moradores felizes com a proximidade da Copa. Alguns se sentem prestigiados por morarem tão próximo ao palco de seis jogos do Mundial.

A dona de casa Rosileuda Carneiro e a filha Antônia Daniele Carneiro estão empolgadas com o Mundial. “Confesso que não fui prejudicada por nada com a Copa e já estou preparando as bandeirinhas e camisas do Brasil. Não vejo a hora de começar”, afirma a dona de casa.

Mais reservada do que a mãe quanto ao evento, Antônia reconhece a importância do Mundial, mas diz que mudanças podem e devem acontecer após o evento. “O governo deve investir mais em educação e saúde”, afirma.

Arena. Morador do bairro Castelão há 91 anos, o aposentado Marcelino Ferreira Lima contou que não faltava a um jogo do antigo Castelão. “Sou torcedor do Ceará e minha vida era nesse estádio. Agora com a idade vou pouco, mas estou na torcida pela seleção brasileira e, por morar perto, estou vendo todas as mudanças que o bairro está passando. Tudo vai ficar pronto a tempo e ficará lindo. As pessoas reclamam, mas eu vejo o lado positivo das mudanças”, afirma.

Em entrevista ao telejornal CETV na segunda-feira, 26, a prefeitura prometeu entregar a obra da avenida em 6 de junho. A reportagem da Seleção Universitária entrou em contato com a assessoria da órgão responsável, mas até o momento nenhum dos contatos foi atendido.

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