Movimento da Copa das Confederações confirma expectativa de bares do entorno do Mineirão
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Movimento da Copa das Confederações confirma expectativa de bares do entorno do Mineirão

Guilherme Faria

28 de junho de 2013 | 14h27

Grande número de torcedores locais e turistas se concentrou nesses estabelecimentos 

 

Londrinenses em bar perto do Mineirão

Paranaenses aprovaram bares perto do estádio (Guilherme Faria/Seleção Universitária)

 

Guilherme Faria – Seleção Universitária – especial para o Estado
BELO HORIZONTE – Afetados negativamente durante os dois anos e meio que o Mineirão ficou fechado para reformas, os bares do entorno do estádio voltaram a faturar durante a Copa das Confederações. Mesmo com a volta da venda de cerveja no interior do estádio, depois de seis anos, grande parte dos torcedores procurou esses estabelecimentos para ‘aquecer’ para as partidas.

Localizado em frente a uma das entradas do estádio, um bar localizado no terreno de um posto de gasolina já recebia grande fluxo de clientes desde cedo. “Às 10h, já tinha gente consumindo aqui. E, umas duas horas depois que iniciava o movimento, já tínhamos que colocar as grades ao redor do posto, para controlar o movimento”, conta Leandro Costa, que trabalhou de caixa nos dias das partidas.

Costa explica que tinha de fechar o perímetro do local porque a Fifa não permite que torcedores circulem nos estádios com latas na mão. “Chegou um momento em que não podíamos deixar os clientes saírem, porque já não havia mais copos de plástico para que eles pudessem derramar o conteúdo das latas”, revela o funcionário, que ainda diz que o local chegou a receber 2 mil pessoas antes das partidas.

Ele ainda afirma que a estrutura no local comportou bem o teste da Copa das Confederações e deve ser mantida para a Copa do Mundo. “Os banheiros novos, a decoração típica e a montagem da grade vão ser mantidas para o ano que vem”, completa.

Tradicional ponto de concentração da torcida do Atlético quando a equipe mandava seus jogos no Mineirão, outro estabelecimento, localizado a duas quadras do estádio, recebeu público diferenciado, segundo o dono do local.

“Quem veio aos jogos chegou bem cedo e ficou bastante tempo aqui. Outro ponto positivo é que ninguém aqui procurou confusão, como acontece às vezes em dias de jogos dos clubes daqui”, afirma Eli Leal.

Apostando no feijão tropeiro, iguaria típica do Mineirão e de suas redondezas em dias de jogos, Leal conseguiu atrair muitos estrangeiros para o bar. “Os gringos ficaram loucos com o tropeirão. Vários deles pediam o prato e uma cerveja, o que já custava 20 reais”, brinca.


Limitações

Mesmo com o bom movimento, Leal afirma que poderia ter lucrado ainda mais. A reforma do estabelecimento para as competições foi baseada no modo de como o local funcionava antigamente.

Em dias de jogos, o acesso ao bar era restrito aos funcionários, que serviam os clientes pelas janelas e pela porta do bar. Assim, os consumidores ficavam na calçada e havia mais espaço para a circulação de funcionários e armazenamento de bebidas e alimentos no interior da casa.

“A prefeitura não nos deixou trabalhar direito. Eles exigiram que eu colocasse todos os clientes na parte de dentro do bar, o que tumultuou bastante o local”, reclama.

Já para Paulo Barbosa, dono de uma lanchonete na região, o problema foi a mudança no perfil dos clientes nos dias dos jogos. “Normalmente, atendemos quem trabalha nos escritórios próximos daqui. Os feriados afastaram esse público de nosso estabelecimento, e tivemos que nos desdobrar para atender os torcedores que foram ao Mineirão”, afirma.

“Vimos que a procura por salgados e doces, nossos principais produtos, era pequena, então decidimos vender cerveja e churrasquinhos”, conta Barbosa, que implantou a novidade para a partida entre Brasil x Uruguai.

“Só o jogo da seleção que salvou nosso faturamento, porque o movimento foi péssimo nos dias das outras partidas”, relata o dono da cantina, que apostará mais na estratégia da semifinal da Copa das Confederações no ano que vem, na Copa do Mundo.

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