Nigéria precisa vencer a Espanha, tal como fez na Copa de 1998
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Nigéria precisa vencer a Espanha, tal como fez na Copa de 1998

Tobias Saldanha

23 de junho de 2013 | 15h45

Na ocasião, os nigerianos venceram a seleção espanhola por 3 a 2

Tobias Saldanha – Seleção Universitária – especial para O Estado

FORTALEZA – Precisando vencer a Espanha neste domingo, 23, na Arena Castelão e torcer por uma zebra na partida entre Uruguai e Taiti em Pernambuco, a Nigéria tem boa lembrança da primeira e última vez que enfrentou a Fúria em competições oficiais.

Foi na estreia de ambas na Copa do Mundo de 1998, grupo D.

Depois de ser eliminado em 1994 para a Itália na prorrogação e ser campeão olímpico em 1996, os Super Águias, como são conhecidos, venceram os Espanhóis de virada, por 3 a 2, naquela que seria o único confronto entre as seleções em partidas oficiais.

A Nigéria se classificou em primeiro lugar do grupo com 6 pontos, enquanto a Espanha ficou na terceira colocação, com 4 pontos, fora da zona de classificação para as oitavas-de-final do Mundial, vencido pela França.

Os Espanhóis tinham em seu elenco, jogadores consagrados como o zagueiro Hierro, os atacantes Raúl e Morientes e o experiente goleiro Zubizaretta enquanto a Nigéria contava com atletas como o meia Jay Jay Okosha, o zagueiro Taribo West, os atacantes Kanú (carrasco do Brasil nas Olímpiadas de 1996) e Daniel Amokachi e o goleiro Peter Rufai.

A seleção dos anos 90 é considerada pela crítica como a melhor geração da Nigéria.

 

Nigéria não revela tática e Espanha terá volta dos titulares

O técnico Sthephen Keshi disse que a estratégia para tentar a vitória sobre a Espanha será relevada somente para os atletas.

“É verdade que os espanhóis dominam a posse de bola não deixando o adversário jogar, mas a estratégia para vencer será dita antes do jogo somente para os meus comandados”, disse Keshi, não revelando a tática para o jogo contra os Espanhóis.

Já a Espanha, contará com a volta dos titulares que foram poupados na goleada por 10 a 0 sobre o Taiti na quarta-feira, 19, no Maracanã – com exceção do goleiro Victor Váldes.

Com campanha impecável até o momento, a Espanha tem o melhor ataque da competição com 12 gols e a melhor defesa, com apenas um gol sofrido.
Para o técnico Vicente del Bosque, os números comprovam que a equipe encontrou o balanço ideal. “Se pudermos definir nossa seleção com uma palavra, certamente não é defensiva. Valorizamos bastante a posse de bola e acredito que isso seja um dos fatores para nossa defesa atravessar esse bom momento, se o adversário não tem a bola não pode nos agredir”, explicou.

 

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