Números mostram abismo entre Copa do Mundo e Brasileirão
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Números mostram abismo entre Copa do Mundo e Brasileirão

Taxa de ocupação dos estádios, que foi de 98% durante a Copa, registrou 47% na primeira rodada do Campeonato Brasileiro após o Mundial

Seleção Universitária

18 de julho de 2014 | 16h06

Taxa de ocupação dos estádios, que foi de 98% durante a Copa, registrou 47% na primeira rodada do Campeonato Brasileiro após o Mundial

Jogadores alemães levantam a taça da Copa do Mundo (Rodrigo Villalba-Futura Press/Estadão Conteúdo)

 

Pedro Hallack – especial para o Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – A Copa do Mundo de 2014, que terminou no último domingo, 13, já deixa saudades em quem acompanhou o torneio. Grandes partidas foram disputadas em solo brasileiro, com muitos gols sendo marcados e com as torcidas dos diferentes países, com destaque para os sul-americanos, que fizeram bastante festa.

Menos de uma semana após o término da competição, os torcedores espalhados pelo Brasil já se depararam com um duro choque de realidade: a volta do Campeonato Brasileiro, que recomeçou na última terça, 15, com todos os jogos da 11ª rodada da Série B.

A primeira divisão do Brasileirão só não teve a sua 10ª rodada concluída neste meio de semana pelo fato do confronto entre Chapecoense e Atlético-MG ter sido adiado para o dia 8 de agosto – o Galo venceu o Lanús na última quarta-feira, 16, pela Recopa Sul-Americana. Com isso, nove jogos da Série A foram disputados até a noite de ontem.

Alguns números ajudam a mostrar o abismo futebolístico vivido pelo País em menos de uma semana. Os que chamam mais a atenção são os que dizem respeito à presença da torcida nos estádios. Enquanto a Copa no Brasil teve a segunda maior média de público de toda a história do torneio, com 53.592 pessoas por jogo, as nove partidas da divisão de elite do futebol brasileiro registraram média de 18.033 espectadores por confronto.

A taxa de ocupação das arenas, que foi de 98% durante o Mundial, registrou número de 47% na Série A.

Estádios. Dos estádios que sediaram duelos na Copa, seis foram utilizados nesta volta do Campeonato Brasileiro. A diferença de público da primeira para a segunda divisão foi notável.

Na Série A, a média foi de 25.370 torcedores por jogo nas três partidas ocorridas em estádios da Copa – a Arena Fonte Nova, a Arena Corinthians e o Mineirão foram os campos utilizados. O destaque ficou para a nova casa corintiana, que, com 32.817 pessoas presentes na vitória alvinegra sobre o Internacional na quinta-feira, 17, registrou o maior público do Brasil no pós-Copa.

Na Série B, a média nas arenas sedes do Mundial foi de 6.209 indivíduos por confronto, o que resultou em apenas 15% na taxa de ocupação desses estádios – a Arena Pernambuco, a Arena Pantanal e a Arena das Dunas foram utilizados.

Nível técnico. As estatísticas de jogo também mostram a diferença dos duelos realizados durante a Copa para as nove partidas da primeira divisão nacional.

O Mundial de 2014 teve média 2,7 gols por duelo, a maior desde 1998, enquanto o Campeonato Brasileiro teve 2,4 tentos por partida.

Esses números se refletem na quantidade de finalizações verificadas nas duas competições. Enquanto o torneio da Fifa teve 26,4 chutes por jogo, o Brasileirão teve média de 21,2 conclusões por confronto.

A disputa é mais parecida no aspecto disciplinar. Os nove jogos do Brasileiro nesse meio de semana, com 29,3 faltas por confronto, teve média menor do que a Copa, com 30,1 infrações por partida.

Porém, a vantagem volta para o torneio de seleções no que diz respeito à quantidade de cartões amarelos distribuídos; se o primeiro teve média de 2,8 cartões mostrados, o segundo teve 4,5 jogadores amarelados em sua rodada pós-Copa.

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