Políticos pagam fiança de manifestantes presos em Fortaleza
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Políticos pagam fiança de manifestantes presos em Fortaleza

Tobias Saldanha

29 de junho de 2013 | 15h30

Os vereadores Ronivaldo Maia (PT) e João Alfredo (PSOL) pagaram R$ 2 mil para que os presos em flagrante durante o protesto em Fortaleza fossem liberados pela Polícia

 

Vereador Ronivaldo Maia (PT) no 16ª distrito Policial, nas redondezas da Arena Castelão (Tobias Saldanha/Seleção Universitária)

Tobias Saldanha – Seleção Universitária – Especial para O Estado

FORTALEZA – Os vereadores Ronivaldo Maia (PT) e João Alfredo (PSOL) estiveram presentes no 16º Distrito Policial, em Fortaleza na quinta-feira, 27, depois do término da partida entre Espanha e Itália.

Os parlamentares deram apoio aos manifestantes que foram presos durante a manifestação ocorrida na avenida Dedé Brasil, denominada “Copa pra quem? A luta continua”, inclusive pagando a fiança de quatro presos em flagrante em meio ao confronto.

“Recebi ligação de uma companheira que é militante da Marcha Mundial das Mulheres pedindo a minha ajuda, porque ela teria sido presa pelos Policiais. Além dela, o pessoal do MST (Movimento dos Sem Terra) e Consulta Popular foram vítimas da truculência do Batalhão e Choque e eu estou presente para prestar apoio a eles”, revelou o petista.

Para Ronivaldo, os protestos são válidos e mostram a indignação da juventude com o quadro social e político atual, mas lamenta a violência policial e os atos de vandalismos de alguns infiltrados. “Lamentável saber que em meio a um momento histórico, alguns vândalos aproveitem para disseminar o caos, queimando e depredando carros de TV e casas da população das redondezas que não tinham nada haver com a história.”

Sobre o pagamento da fiança, o vereador confirmou que ele o seu colega de parlamento João Alfredo concordaram em desembolsar a quantia de R$ 2 mil para que os presos em flagrante fossem liberados. “Na próxima terça-feira, me reunirei com a bancada do PT e do PSOL na Câmara para dividirmos a conta que foi paga por mim.”

Segundo a Polícia Civil, 92 pessoas entre maiores e menores de idade foram presas e apreendidas durante o protesto na avenida Dedé Brasil. A maioria assinou um TCO (Tratado Circunstaciado de Ocorrência) e prestarão serviços comunitários, enquanto os presos em flagrante que foram soltos por causa do pagamento de fiança, responderão em liberdade na justiça.

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