Salvador deve ter protestos antes de partida entre Uruguai e Nigéria
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Salvador deve ter protestos antes de partida entre Uruguai e Nigéria

Vitor Vill

18 de junho de 2013 | 13h41

Caminhada até a Arena Fonte Nova está marcada para horas antes do primeiro jogo na capital baiana

 

Na segunda, cerca de 8 mil pessoas protestaram em Salvador (Mobilidade Salvador/Divulgação)

 

Vitor Villar – Seleção Universitária – especial para o Estado

SALVADOR – Após uma segunda-feira marcada por protestos em todo o País, manifestantes de Salvador planejam uma nova mobilização para a quinta-feira, 20, quando acontece a primeira partida pela Copa das Confederações na capital baiana, entre Uruguai e Nigéria.

Segundo informações divulgadas pelas redes sociais, os manifestantes pretendem se organizar a partir das 14 h no bairro do Campo Grande, e de lá seguir pelas ruas do centro da cidade até a Arena Fonte Nova, palco do jogo.

O evento, organizado através do Facebook, já conta com mais de 36 mil pessoas confirmadas. A expectativa do grupo é que este seja o protesto com maior participação entre os já realizados na cidade.

Na última semana, a Prefeitura de Salvador decretou feriado municipal para os dias 20 e 22, datas das partidas pela Copa das Confederações na capital baiana, o que na visão do grupo deve ajudar na adesão de pessoas ao manifesto.

“Dia 20 é feriado, os rodoviários confirmaram que não haverá greve, então a expectativa é que tenhamos mais de 20 mil pessoas nas ruas”, diz o estudante Kristian Pasini, um dos moderadores do evento na rede social.

Na segunda-feira, 17, cerca de 8 mil pessoas, segundo estimativas da Polícia Militar, participaram de uma marcha na região da Avenida Tancredo Neves, importante centro econômico de Salvador. O protesto foi realizado de forma pacífica e não foram registrados conflitos com a PM.

Assim como nas outras capitais do país, o movimento na capital baiana se diz apartidário, sem líderes declarados e não possui um único foco. Além de apoiarem os protestos que iniciaram em São Paulo, os manifestantes reivindicam causas diversas como a melhoria do transporte público e a transparência nos gastos do Governo na Copa das Confederações.

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