Seleção treina com portões fechados e frustra torcedores
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Seleção treina com portões fechados e frustra torcedores

Seleção Universitária

22 de junho de 2014 | 20h19

Duas mil pessoas foram até o Mané Garrincha neste domingo

Dois mil torcedores foram até o estádio apoiar a seleção (Jorge Macedo/Seleção Universitária)

 

Jorge Macedo – especial para O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA – Mesmo com os apelos da torcida e gritos de “Libera, Felipão”, a seleção brasileira manteve a programação original e realizou o último treino antes do jogo contra Camarões com os portões fechados. A delegação chegou ao Mané Garrincha por volta das 17h45 e entrou pelos fundos do estádio, numa tentativa de fugir dos milhares de torcedores que esperavam pelos jogadores na entrada principal.

O reconhecimento do gramado começou a partir das 18h30 e os primeiros 30 minutos da atividade foram liberados para a imprensa. Do lado de fora do estádio, muita gente fazia a festa com instrumentos musicais e bebidas. De acordo com a Polícia Militar, cerca de duas mil pessoas compareceram ao Mané para apoiar a seleção.

Alguns torcedores chegaram cedo e conseguiram ver o momento em que o ônibus que trazia a delegação encostou para deixar os jogadores. Mariana Cardoso, 24, ficou feliz por ter recebido um aceno do capitão brasileiro. “Soube que eles entrariam pelo lado oposto onde estava. Corri e consegui ver o Thiago Silva, ele foi muito simpático e deu tchau para todo mundo, foi excelente. Uma pena que não abriram os portões para que pudéssemos ver mais”, afirmou.

Josué Teixeira, 34, mora nas proximidades do estádio e levou o filho Kauã Augusto, 5, para ver o ídolo de perto. “Ele é muito fã do Neymar e me pediu para vir aqui hoje. Lamentamos a falta de sensibilidade da organização em não liberar a entrada da torcida. A gente só queria ver os jogadores e passar um pouco de energia positiva”, disse.

O paraguaio John Cardozo, 30, namora há três anos e meio a brasileira Carolina Moreira, 26. De passagem pela capital para ver a futura esposa, ele fez questão de ir ao Mané Garrincha para estar mais perto dos jogadores. “O Paraguai não se classificou para a Copa, então me resta torcer pelo Brasil, até por conta dela. Fiquei triste porque não consegui acompanhar nem mesmo a chegada do ônibus. Ficarei por aqui até o fim e esperar para ver a saída deles”, afirmou.

Ao fim da atividade no gramado, a delegação voltará para o Brasília Palace Hotel, onde estão hospedados. A seleção ficará concentrada até o início da tarde, quando segue para o estádio para o confronto decisivo contra Camarões. Marcado para as 17h, o duelo será o centésimo jogo do Brasil em Copas do Mundo e vale a liderança do grupo. No mesmo horário, o México entrará em campo contra a Croácia, na Arena Pernambuco, em Recife.

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