Site contrapõe promessas e realidade de projetos para a Copa
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Site contrapõe promessas e realidade de projetos para a Copa

Seleção Universitária

20 de maio de 2014 | 14h18

Portal já tem mais de 400 mil visualizações em menos de uma semana

 

Lara Monsores e Lucas Oliveira – especial para O Estado de S. Paulo

RIO DE JANEIRO, PORTO ALEGRE – A poucos dias do início da Copa do Mundo, algumas cidades que receberão o evento ainda parecem canteiros de obras. Muitas atrasadas, não serão sequer terminadas a tempo para o Mundial. A situação, que revolta parte da sociedade brasileira, inspirou dois publicitários gaúchos a criarem um site contrapondo a promessa e a realidade dos projetos de infraestrutura do evento.

“Eu vi uma notícia do trem-bala (RJ-SP, com previsão de conclusão para 2020), que está no site inclusive, e pensei: meu Deus, que ingenuidade nossa achar que iria ser feito um trem-bala e que ele iria ficar pronto. Nós sermos ingênuos e essa cara de pau de prometerem. Hoje você vê que é meio óbvio, tipo o metrô de Porto Alegre. Aqui uma ou duas obras ficaram na Matriz, foi a cidade que ficou com menos obras. Daí, eu vi essa notícia e lembrei das conversas que tivemos e resolvi criar o site”, explica Fernando Leite.

Junto com seu amigo Eduardo Menezes, 32, também publicitário, Fernando botou no ar no dia 13 de maio o portal Não vai sair, parece, que já conta com mais de 8 mil curtidas no Facebook, 432 mil visualizações e cerca de 72 mil usuários únicos, segundo os criadores. Tudo isso em apenas seis dias.

A ferramenta possibilita o acesso a notícias antigas de quando as obras foram planejadas – as “promessas” – e a notícias atuais sobre o andamento dos projetos a pouco menos de um mês do início da Copa – a “realidade”.”Quando colocamos no ar não tínhamos noção do alcance. A informação toda está aí e fomos linkando de uma maneira visualmente mais fácil de ser entendida”, diz Fernando.

Entre os projetos que parecem que não vão sair, segundo o site, estão: o metrô e a ampliação do aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, a revitalização da zona portuária do Rio de Janeiro, o metrô na superfície e os centros de treinamento, em Cuiabá, a cobertura da Arena Corinthians, os 32 mil ingressos para pessoas deficientes e, claro, o financiamento privado para os estádios. Os idealizadores garantem que o projeto é apartidário e que não estão levantando bandeira nem de direita e nem de esquerda. “Apenas mostramos”, finaliza Fernando.

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