Telão em Salvador tem clima de São João antecipado
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Telão em Salvador tem clima de São João antecipado

Vitor Vill

15 de junho de 2013 | 21h25

Chuva contribuiu para que poucos torcedores fossem à exibição do jogo entre Brasil e Japão

 

Crianças ganharam pintura no rosto (Vitor Villar/Seleção Universitária)

 

Vitor Villar – Seleção Universitária – especial para o Estado

SALVADOR – A ameaça de chuva acabou afastando os soteropolitanos de um dos dois palcos montados pelo Governo do Estado para a exibição das partidas da Copa das Confederações em Salvador. Quem ainda assim compareceu para assistir ao jogo entre Brasil e Japão no telão montado na Ribeira, na Cidade Baixa, contribuiu para dar ao evento um ar de festa no interior, bem no clima da chegada do São João.

A maioria do público presente era formada por famílias da região. Aldo Souza reside a apenas alguns metros do palco, mas fez questão de comparecer à festa. “Vim porque queria assistir ao jogo em alta definição e porque aqui tem muita gente para torcer junto, mandando uma energia bem positiva para a Seleção”, disse o morador do bairro, que levou camisa, bandeira e buzina em verde e amarelo para a festa.

Alessandro Souza fez questão de levar a família inteira para acompanhar o jogo no telão. “Ia assistir na casa da minha mãe, que mora aqui perto, mas fiquei sabendo do palco e trouxe todo mundo para assistir junto. Acho que vamos ficar até o final”, explicou o torcedor.

 

Telão foi montado na Ribeira (Vitor Villar/Seleção Universitária)

Com a chegada de junho, o clima não poderia ser outro senão de festa junina. Além da decoração repleta de bandeirolas e do show de forró marcado para o final do jogo, o amendoim e o milho cozido eram os lanches mais consumidos pela galera. Além da cerveja, o tradicional licor marcava presença na festa. “Já tá todo mundo aqui em clima de São João”, brincava o torcedor Everton Oliveira, que levou várias garrafas da bebida típica para compartilhar com os amigos.

 

Licor deu cara junina à festa (Vitor Villar/Seleção Universitária)

O clima, em geral, era de tranquilidade. Euforia mesmo, apenas no início de cada tempo da partida, quando saíram os primeiros gols do Brasil. Quando Neymar abriu o placar logo no início do jogo, todo mundo foi pego de surpresa, mas ainda assim comemorou bastante. No início do segundo tempo, Paulinho arrancou o grito da galera, que ainda voltava aos poucos para a área do telão. Nos demais momentos, pouca emoção por parte do público, até porque em campo a Seleção Brasileira não empolgava.

A pouca quantidade de gente no evento surpreendeu até mesmo os moradores. A Ribeira costuma ser um bairro muito festivo durante os finais de semana, especialmente na Avenida Beira Mar, local em que foi montado o palco. A expectativa da organização era de receber cerca de 3 mil pessoas, mas segundo a Polícia Militar o evento teve média de apenas 300 expectadores durante o jogo. Ainda assim, a Secretaria Estadual da Copa (Secopa), responsável pela organização, aprovou a quantidade de presentes. Segundo o órgão, é preciso levar em consideração que esse foi o primeiro jogo exibido no local e que houve pouco tempo para divulgação. A expectativa é que nos próximos eventos o público aumente.

A sensação era de que as pessoas só chegariam com o final da partida, especialmente para curtir o show do forrozeiro Carlos Pitta. “É capaz de aparecer bem mais gente só para ver o forró. Tá pensando que baiano é brincadeira, rapaz?”, brincou o torcedor Carlos Nascimento.

E não deu outra. Com a proximidade do apito final o número de pessoas foi aumentando, e o terceiro gol do Brasil, marcado por Jô nos acréscimos da partida, foi o que mais levantou o público.

 

Torcida festeja gol de Jô, terceiro do Brasil (Vitor Villar/Seleção Universitária)

Com o fim do jogo e a vitória maiúscula da Seleção Brasileira por 3 a 0, chegou a hora da festa: o show de forró teve início e a galera caprichou na bebida. “Jogaço! É Brasil na cabeça!”, comemorava o morador da Ribeira Jackson, que levou os amigos Josué, Júnior, Aílton e Alex para compartilhar umas cervejinhas. “Agora a gente só vai embora quando a bebida acabar”, brincava o torcedor. “Todo mundo está contra a Seleção Brasileira! Nós temos bons jogadores, sim! Se Felipão manter essa personalidade dele, com certeza seremos campeões!”, berrava o morador do Bonfim João Souza, um dos mais exaltados no final da partida.

 

Galera caprichou na bebida após o jogo (Vitor Villar/Seleção Universitária)

E assim terminou o primeiro dia da Copa das Confederações na Ribeira: com forró, dança e muita diversão para a família da Cidade Baixa. O palco permanecerá montado no bairro durante toda a Copa das Confederações, com exibições em todos os jogos do Brasil e da partida final, independente de quem sejam as equipes.

Outra opção para assistir os jogos de graça em alta definição é o palco montado em Cajazeiras, no subúrbio de Salvador, também organizado pela Secopa.

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