Itália vence o Uruguai nos pênaltis e fica com terceira colocação
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Itália vence o Uruguai nos pênaltis e fica com terceira colocação

Victor Costa

30 de junho de 2013 | 15h56

Com três cobranças defendidas por Buffon, Azzurra passa pela Celeste, após empate em 2 a 2

 

No primeiro gol da Itália, a bola ainda bateu na cabeça de Muslera antes de entrar (Ivan Alvarado/Reuters)

No primeiro gol da Itália, a bola ainda bateu na cabeça de Muslera antes de entrar (Ivan Alvarado/Reuters)

 

Vitor Villar – Seleção Universitária – especial para o Estado

Salvador – Com a decisão levada para os pênaltis, após um 2 a 2 no tempo regulamentar, a Itália venceu o Uruguai e ficou com a terceira colocação da Copa das Confederações. Com quatro gols perdidos nas cobranças – uma da Itália e três do Uruguai – o erro do último pênalti, chutado por Gargano, foi defendido por Buffon e deu a vitória à seleção italiana.

 

Primeiro tempo

Sob o sol a pino, os jogadores pareciam mais preocupados em fugir do calor do que fazer gols. Durante quase todo o primeiro tempo, procuraram o lado esquerdo, o da sombra, para atacar. Mas o primeiro gol acabou saindo na parte onde o sol batia. O italiano Diamanti cobrou falta da direita, a bola desceu, bateu na trave e tocou na cabeça do goleiro Muslera antes do zagueiro Astori empurrar para as redes. A resposta uruguaia veio também na bola parada, mas o gol de Cavani estava impedido.

 

Segundo tempo

A segunda etapa não começou bem como terminou a primeira. O jogo estava morno até um erro na saída de bola italiana. Gargano foi esperto, roubou a bola no meio e deu um passe açucarado para Cavani empatar aos 12 minutos. Se Pirlo fez falta para organizar o jogo da Azzurra, Diamanti deu conta do recado na bola parada. Depois de quase fazer o primeiro de falta, aos 28 cobrou outra falta com perfeição na entrada da área, desta vez sem chance alguma para Muslera. A resposta veio da mesma forma. Cavani bateu forte e contou com a ajuda da barreira, que abaixou, para fazer o seu segundo gol na partida. E a Itália foi para mais uma prorrogação.

 

Prorrogação

Ao contrário do que se esperava, a prorrogação não teve muitas emoções. Ainda assim, foi possível ver um Uruguai melhor, levando mais perigo à defesa italiana. Os italianos sentiram o cansaço de jogar duas prorrogações na mesma semana, mas conseguiram segurar o resultado e levar a partida para os pênaltis.

Vinda de uma derrota nas penalidades, desta vez a Itália levou a melhor. A cobrança desperdiçada por De Sciglio não fez falta, pois Forlán, Álvaro Pereira e Gargano pararam em Buffon. E o cansado e guerreiro time italiano garantiu o terceiro lugar.

 

Cambistas no entorno do estádio

Os cambistas agiram livremente no entorno da Arena Fonte Nova antes da partida entre Uruguai e Itália neste domingo, 30, pela decisão do terceiro lugar da Copa das Confederações.

Horas antes da partida, era possível ver pessoas circulando com vários ingressos nas mãos, anunciando a venda aos torcedores que chegavam. policiais militares, guarda municipais, voluntários da prefeitura e agentes do COL assistiam à ação dos cambistas sem qualquer objeção.

Segundo a agente do Escritório Municipal da Copa do Mundo, Liana Oliva, uma ação conjunta de vários órgãos da prefeitura e a Polícia Civil estava sendo realizada para coibir a ação dos cambistas e ambulantes no entorno do estádio. No entanto, com a proximidade do início do jogo, não era mais possível encontrar os agentes do município realizando a fiscalização.

Procurados pela reportagem da Seleção Universitária, a PM disse que a responsabilidade pela fiscalização era da Fifa e que não estava a seu poder apreender os ingressos. Nenhum membro do COL ou da Fifa foi encontrado realizando a fiscalização para ser entrevistado.

 

Ameaças

Atentos à presença da reportagem, os cambistas chegaram a ameaçar. “Fica aí para você ver o que acontece”, disse um deles ao repórter. Um deles temeu estar sendo filmado.

Com o início da partida e a ausência de fiscalização, a ação dos cambistas aumentou. Cinco torcedores que chegaram atrasados, compraram os ingressos por R$ 40 com um cambista, que vendeu os ingressos exatamente na fila de entrada do estádio, a 50 metros de um posto policial e sob os olhares de voluntários da Fifa, que nada fizeram.

Além de pagar mais caro, parte das pessoas foi enganada pelos vendedores ilegais. Um torcedor que saía da Arena estava revoltado, porque havia comprado o ingresso de um dos cambistas, mas não pôde assistir ao jogo, porque o bilhete já tinha sido utilizado por outra pessoa.

Fora a ação dos cambistas, nenhum outro problema grave foi encontrado no entorno da Arena Fonte Nova. A maior reclamação dos torcedores ficou por conta da alta temperatura que fazia na cidade de Salvador antes do jogo, por volta do meio-dia. “O horário é péssimo, considerando o clima de Salvador, tem nada a ver. Nenhum atleta vai jogar a 100% com esse calor, é ruim até para a torcida”, disse o baiano Olavo Provin. “O calor é horrível realmente, mas com esse horário pelo menos dá tempo de a gente sair daqui e ver o jogo do Brasil, poderia ser pior”, lembrou o baiano Vitor Moreira. Apesar do sol forte, o termômetro na capital baiana teve máxima de 30º.

Outro problema que voltou a aparecer foi a falta de lixeiras no entorno do estádio. Como não é permitido entrar na Fonte Nova com bebidas ou comidas, os torcedores tinham que descartar os produtos na entrada para as catracas, causando assim um enorme acúmulo de sujeira. “Não temos o que fazer, está faltando lixeira aqui”, disse o baiano Vico Barbosa. “Falta lugar para colocar lixo não só aqui como no caminho para o estádio também”, reclamou o paulista Ricardo Dourado.

 

Protesto pacífico

O protesto organizado pelo Movimento Passe Livre Salvador marcado para este domingo, que mais uma vez caminharia em direção ao estádio, acabou contando com pouca adesão e chegou ao entorno do estádio somente quando a partida já havia começado. Os cerca de 500 manifestantes seguiram até a região do acesso sul à Arena Fonte Nova, onde encontraram o bloqueio da Polícia Militar. Cerca de uma hora depois, temendo a represália dos policiais, o movimento decidiu encerrar o protesto do dia. Diferente do que aconteceu nos dois jogos anteriores, não houve confronto nos arredores do estádio.

Com a segurança garantida, os torcedores não tiveram problemas para chegar ao palco do jogo. Tanto o acesso norte, através da Avenida Joana Angélica, como o leste, através da Avenida Bonocô, e o sul, através do Dique do Tororó, tiveram trânsito tranquilo antes da partida.

A saída dos torcedores da Arena Fonte Nova também foi bastante tranquila. Confusão apenas nos ônibus expressos, que levam as pessoas para os estacionamentos reservados pela prefeitura da cidade aos portadores de ingressos da partida. Os primeiros veículos que deixaram a região do estádio saíram lotados.

Problemas também com a organização dos ambulantes. Alguns deles teimavam em se aproximar das saídas da arena a fim de venderem seus produtos, o que não é permitido pela organização, já que pode atrapalhar a dispersão de torcedores. Agentes da prefeitura, com o auxílio da Polícia Militar, tentaram organizar a ação dos ambulantes para que a saída da arena acontecesse sem grandes problemas.

(Com colaboração de Victor Costa)

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