Recife se despede da Copa das Confederações com goleada
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Recife se despede da Copa das Confederações com goleada

Victor Costa

23 Junho 2013 | 17h01

Com a vitória por 8 x 0, celeste pega o Brasil em clássico sul-americano na semi-final

Apesar da goleada sofrida, o goleiro do Taiti, Meriel, comemorou muito a defesa do pênalti de Scotti (Marcos Brindicci/Reuters)

Victor Costa, Felipe Resk, Pedro Costa – Seleção Universitária – especial para o Estado

SÃO PAULO, RECIFE – Depois de tomar goleadas em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, foi a vez do público da Arena Pernambuco ver o Taiti ter o mesmo destino. Com todo o time reserva em campo, o Uruguai não demorou a marcar. Logo no primeiro minuto, Abel Hernandez aproveitou o cruzamento escorado e abriu o placar.

O segundo gol aconteceu aos 23 minutos, novamente com Abel Hernandez. Três minutos depois, o placar foi ampliado mais um vez, com o volante Diego Pérez. Antes do fim do primeiro tempo, aos 45, Abel Hernandez teve tempo de marcar outro gol para a seleção uruguaia.

Na segunda etapa, o Uruguai demorou a fazer um gol. A Celeste teve um pênalti anotado aos 4 minutos. Mas o goleiro Meriel defendeu a cobrança de Scotti. Depois de perder a oportunidade, o zagueiro ainda conseguiu ser expulso, tomando o segundo amarelo.

O quinto gol saiu com Lodeiro aos 15 minutos. O meia do Botafogo mostrou oportunismo para desviar o chute cruzado vindo da esquerda. Aos 21, novo pênalti para o Uruguai. Desta vez, o artilheiro da noite Abel Hernandez tomou a bola de Lodeiro para cobrar e não fez feio: bola de um lado, goleiro do outro. O treinador Óscar Tabárez substituiu o meia Gastón Ramirez pelo atacante Suárez, que ainda teve tempo para deixar a sua marca duas vezes, aos 36 e aos 44.

Mesmo depois de tomar 24 gols em três jogos e fazer a pior campanha da história da Copa das Confederações, a carismática seleção da Oceania mostrou simpatia exibindo faixas que diziam “Obrigado Brasil”.

A torcida brasileira abraçou o Taiti para torcer em todos o jogos que fez. Mas isso não impediu a péssima campanha da equipe taitiana, que mesmo assim vai embora feliz.

Entorno 

No quesito entulho, nenhuma evolução em relação ao último jogo (Felipe Resk/Seleção Universitária)

 

Tal qual aconteceu na partida entre Itália e Japão, ainda é possível encontrar restos de material de construção na parte lateral do estádio, por onde passam torcedores.

Por conta da grande quantidade de sujeira nas proximidades da Arena Pernambuco, foram colocadas lixeiras na parte externa. Como não havia coletores nos últimos jogos, o lixo se acumulou rapidamente no entorno. Mas a situação mudou na partida deste domingo, 23, e não era difícil avistar funcionários recolhendo a sujeira.

Ao contrário das rodadas anteriores, coleta de lixo na área externa funcionou (Pedro Costa/Seleção Universitária)


 Segurança

Antes da partida ter início, a polícia já havia descartado a hipótese de manifestações e protestos no entorno do estádio. Ainda assim, os torcedores que tentavam entrar com cartazes foram orientados a jogá-los fora, independentemente do conteúdo.

O plano de mobilidade foi o mesmo de Espanha e Uruguai, a primeira partida da Copa das Confederações no Recife, ou seja, sem a opção do estacionamento da Universidade Federal do Pernambuco (UFPE), um dos meios de acesso ao estádio na disputa entre Itália e Japão.

A poucos metros da Arena, era possível também ver alguns ambulantes, mas não foi registrada a presença de cambistas.

Comércio não autorizado ocorreu a poucos metros da entrada do estádio (Pedro Costa/Seleção Universitária)