Torcedores se preparam para acompanhar a Copa no DF
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Torcedores se preparam para acompanhar a Copa no DF

Seleção Universitária

21 de maio de 2014 | 14h13

Estádio Mané Garrincha receberá sete partidas do Mundial

Enfeites tomam conta de comércio no DF (Jorge Macedo/Seleção Universitária)

 

Jorge Macedo – especial para o Estado de S. Paulo

BRASÍLIA – A 23 dias para o início da Copa do Mundo, o Distrito Federal começa a se ajeitar para receber os turistas que acompanharão o evento na cidade. Ainda de maneira tímida, torcedores e comerciantes se vestem de verde e amarelo para apoiar a seleção brasileira em busca do hexacampeonato mundial.

Entre os que conseguiram garantir um lugar no estádio está a jornalista Fernanda Lattarulo, 29, que gastou cerca de R$ 2 mil nos cinco ingressos que comprou. Casada há oito meses, ela conta que foi motivada a assistir à Copa por causa do marido. “Ele é fanático por futebol, ano passado vimos o jogo do Brasil contra o Japão pela Copa das Confederações. É uma alegria muito grande, estávamos na expectativa e deu certo”, comemora.

O publicitário Ivo Pereira, 22, irá assistir a dois jogos no estádio Mané Garrincha: Portugal x Gana e Suíça x Equador. Apesar de ficar de fora na partida do Brasil, o jovem diz ter motivos de sobra para comemorar. “Sou fã declarado de Portugal, meus avós maternos são de lá. Para mim, será a mesma emoção de ver a seleção brasileira em campo. Esse ingresso comprei no último lote, foi muita sorte”, diz.

Reclamações. Apesar da alegria, os dois torcedores reclamam de algumas coisas. Para o publicitário, a estrutura da cidade deixa a desejar. “O que vemos são obras incompletas por todo lado. Boa parte da estrutura será improvisada. Os banheiros do Mané, por exemplo, estão mal conservados e sujos”, diz.

Já Fernanda Lattarulo afirma que durante a Copa das Confederações teve problemas na chegada ao estádio. “Dependendo da entrada, você passa por uma área enorme com muita terra e poeira. Além disso, no intervalo do jogo entre Brasil e Japão, a comida e a bebida tinham acabado. Isso é inaceitável”, afirma.

Oportunidade. O empresário e DJ Felipe Romero, 32, soube se aproveitar do clima de euforia da Copa do Mundo para empreender. Atento à movimentação de turistas na cidade, Romero resolveu abrir uma loja de discos de vinil. “A ideia surgiu enquanto estava numa feira de vinis em São Paulo. Começamos mês passado e só exigi do meu sócio que a loja abrisse antes da Copa. A música brasileira tem aceitação internacional. Na Europa e Estados Unidos o vinil nunca deixou de existir. Essa é uma grande oportunidade para todos que trabalham com serviço”, diz.

Fã de futebol desde criança, o DJ conseguiu comprar ingressos para os sete jogos na cidade. “Será incrível ver o Brasil de perto. Fui contemplado logo na primeira fase do sorteio e na categoria mais barata”, comemora. “O Mané Garrincha fica a quinze minutos da rodoviária, é bem localizado e de fácil acesso. Acredito que dará tudo certo. Espero vender muitos discos e ver o Brasil campeão”, diz.

Comércio. Para o presidente do Sindicato dos Atacadistas do Distrito Federal, Fábio de Carvalho, a expectativa do comércio com a Copa é alta . “Alguns setores devem ter um crescimento bastante elevado, como nos casos de alimentação, limpeza e medicamentos. As redes de fast food, por exemplo, trabalham com números de até 30% de alta nas vendas”, destaca. Ainda de acordo com Carvalho, outro setor que deverá crescer é a construção, com margem de expansão entre 3% e 4%.

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