Torcedores voltam a enfrentar longas filas no Mané Garrincha
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Torcedores voltam a enfrentar longas filas no Mané Garrincha

Meia hora antes do jogo muita gente ainda estava do lado de fora

Seleção Universitária

30 de junho de 2014 | 14h01

Meia hora antes do jogo muita gente ainda estava do lado de fora

ongas filas no estádio meia hora antes do jogo começar (Jorge Macedo/Seleção Universitária)

 

Jorge Macedo – Especial para O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA – Mais uma vez, a torcida que foi ao estádio Mané Garrincha, agora para acompanhar o duelo válido pelas quartas de final da Copa do Mundo entre França e Nigéria, enfrentou longas filas para conseguir entrar. Por volta das 12h30, muita gente ainda estava do lado de fora reclamando da demora.

Foi o que aconteceu com Artur Mariano, 28, que ficou cerca de vinte minutos esperando. “A desorganização complicou a vida do torcedor comum de novo, infelizmente”, lamentou.

Confiantes e sorridentes, os franceses fizeram festa nos arredores do estádio. Ao grito de “Allez les Bleus”, as cores azuis e brancas tomaram conta do local. Antonio Berravs, 24, chegou na manhã de hoje em Brasília. Junto com a mulher Chris Meynien, ele apenas deixou as malas no hotel e foi para o jogo. Num inglês misturado com francês, ele arriscou o placar da partida. “Vai ser 2 a 0, gols de Benzema e Giroud. Espero ver os azuis nas quartas”, disse.

O nigeriano Luan Akhetien, 38, acredita que a seleção do país pode ir longe e fazer bonito no mundial. Ele já passou Curitiba, Cuiabá e Porto Alegre, sempre junto com os nigerianos. Na capital federal pela primeira vez, Akhetien é ousado no palpite para hoje. “As super águias vão voar longe. A França é um desafio muito duro, mas vamos avançar”, cravou.

Cambistas. Nos arredores do estádio, muita gente tentava vender ingressos para quem não tinha entradas. Distantes dos postos policiais, os cambistas ofereciam os tíquetes por valores que variavam de R$ 500 a R$ 1 mil. Apesar da atuação dos vendedores, de acordo com o coronel da Polícia Militar Lúcio Brito, responsável pela segurança no entorno do Mané Garrincha, ninguém havia sido preso até as 13h. “Abordamos um coreano que estava oferecendo um ingresso, mas não encontramos outras entradas com ele. Com isso não ficou caracterizada a venda ilegal”, explicou.

Protesto. Pouco antes de a bola rolar para França e Nigéria, cerca de 30 pessoas se reuniram na Rodoviária do Plano Piloto para protestar mais uma vez contra a presença da Fifa no Brasil. Liderados pelo Comitê Popular da Copa no DF e Movimento Juntos, o grupo reivindicou o direito ao passe livre e levou catracas para o local.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.