Treino da seleção em Salvador tem histeria das neymarzetes
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Treino da seleção em Salvador tem histeria das neymarzetes

Vitor Vill

22 de junho de 2013 | 14h36

Fãs do atacante protagonizam um show no lado externo do estádio, mas voltam para casa frustradas

 

Torcedoras juram amor ao craque da seleção (Vitor Villar/Seleção Universitária)

Vitor Villar – Seleção Universitária – especial para o Estado

SALVADOR – Já virou rotina no lado de fora dos treinos da seleção brasileira: gritos histéricos, muita correria, choro e juras de amor. São as “neymarzetes”, que não dão folga ao novo atacante do Barcelona. Em Salvador, na sexta-feira, 21, não foi diferente. Várias garotas, de todos os lugares da cidade e até mesmo do estado se reuniram na porta do estádio de Pituaçu para tentar ver um pouquinho do grande ídolo.

Tanta expectativa, no entanto, acabou em decepção e revolta por parte das fãs. Como também já virou rotina nos treinos do Brasil, a Polícia Militar não deixou que os cerca de 200 torcedores se aproximassem e muito menos entrassem no estádio para assistir à atividade das arquibancadas.

Em meio às súplicas e chiliques para que os PMs liberassem a aproximação, as “neymarzetes” se divertiam e conversavam entre si sobre as qualidades do ídolo. O “porque ele é lindo” era a justificativa mais comum para tanto amor demonstrado, mas outros motivos também surgiam. “Desde o começo eu senti que ele era diferente dos outros jogadores. Ele joga sorrindo e dançando em campo. É essa alegria o que eu mais amo nele”, explicou a estudante Emily Santos, de 18 anos.

A maioria delas se conheceu no dia anterior, quando também montaram barricada em frente ao hotel onde a seleção está hospedada na capital baiana. “Ele só me deu um tchauzinho da varanda”, lamentava a neymarzete Rafaela de Carvalho. Algumas não conseguiam entender o motivo de tanta frieza do grande craque com as fãs baianas. “Não é só ele que não pode descer, nenhum jogador aparece para falar com a gente. Então só pode ser alguém que está proibindo”, teorizou a estudante Cananda Freitas.

A estudante Larissa Costa, de 18 anos, saiu de Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador, para tentar ver um pouquinho do ídolo. Enquanto não conseguia, mostrava orgulhosamente para as amigas a tatuagem feita no pulso com o nome do jogador. Karolina Barros, de 17 anos, jurava que era o amor ainda não descoberto da vida de Neymar. “É porque ele não me viu ainda, mas quando me conhecer vai largar rapidinho aquela Bruna Marquezine”, brincava.

 

Orgulhosa, garota mostra tatuagem no pulso (Vitor Villar/Seleção Universitária)

A namorada do jogador, por sinal, era assunto recorrente entre as fãs, que juram não morrer de ciúmes. “Não tem ciúme nenhum, se ele está feliz com ela, a gente fica feliz também”, explicou a estudante Bianca Andrade. Ana Beatriz, de 15 anos, saiu de Feira de Santana, há cerca de 100 km de Salvador, para tentar encontrar o ídolo. “Estou aqui desde as 14h esperando ele, ainda não comi, não bebi água nem nada, só saio quando encontra-lo”, dizia aos prantos.

De repente, uma correria: eram os batedores abrindo espaço para a passagem de veículos oficiais da Fifa e da imprensa. Como numa pegadinha, o ônibus da seleção brasileira saiu pelos fundos do estádio, bem distante de onde estava a torcida. Neymar? Esse ninguém sabe, ninguém viu. Não faz mal: foi apenas mais um dia na vida das “neymarzetes”.

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