Um encontro com Lionel Messi
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Um encontro com Lionel Messi

Brasileiro Anderson Dias conta como foi estar ao lado do craque argentino

Seleção Universitária

20 de junho de 2014 | 19h15

Brasileiro Anderson Dias conta com exclusividade como foi estar ao lado do craque argentino

Anderson no encontro com Messi (Divulgação)

 

Lara Monsores – especial para O Estado de S. Paulo

RIO DE JANEIRO – Um brasileiro teve o privilégio de estar ao lado de Lionel Messi, cumprimentá-lo e até trocar algumas palavras com o craque argentino durante sua passagem pelo Rio na última semana. Anderson Dias, que também é jogador de futebol, entregou ao número dez da Argentina o prêmio de “Homem do jogo” no duelo contra a Bósnia, no último domingo, 15, no Maracanã, vencido pelos sul-americanos por 2 a 1, com direito a golaço do meia-atacante do Barcelona. Com exclusividade, o jogador conversou com a Seleção Universitária.

Anderson tem 35 anos de idade e é cego desde os três. A deficiência, porém, nunca significou limitação para esse carioca que já tem alguns feitos importantes no Futebol de 5. Em 2004, ele ajudou o Brasil a conquistar a primeira medalha de ouro paralímpica da modalidade, em Atenas, e mais dois títulos mundiais com a seleção. Nesta Copa, ele não pode jogar, mas conquistou um prêmio ao conhecer Messi.

“Fiquei na torcida durante o jogo todo”, conta. “Ele (Messi) estava muito apagado com muita marcação. Mas no segundo tempo conseguiu se destacar, marcar aquele golaço e a gente ficou na expectativa de que ele fosse escolhido o melhor jogador em campo.”

E foi, para a felicidade de, pelo menos, um brasileiro. O encontro aconteceu no final do jogo no auditório do Maracanã, onde acontecem as coletivas de imprensa. Anderson conta que foi tudo muito bem protocolado para que fosse rápido e sem espaço para “tietagem”. Mas ele sabia que não é todo dia que se tem uma oportunidade dessas e aproveitou uma brecha do argentino para uma rápida conversa.

“A gente quebrou um pouquinho o protocolo. Ele chegou, eu já estava com o troféu, ele se posicionou, porque tem que fazer as fotos, me abraçou, eu o abracei, apertei a mão dele e falei que ele era um ótimo jogador”, disse. “Ele me parabenizou também, pelos meus feitos no Futebol de 5 e ficou de ver meu trabalho na associação. Mas, foi tudo muito rápido e ele me pareceu frio, pela situação que não permitia também uma abertura maior.”

Anderson é presidente da Urece Esporte e Cultura para Cegos, uma instituição sem fins lucrativos que promove a inclusão de pessoas com deficiência visual através do esporte. Em parceria com a Fifa e o Comitê Organizador Local, a associação é responsável pelas narrações audiodescritivas das partidas desse Mundial que possibilitam aos cegos uma experiência mais real e detalhada do que acontece dentro de campo.

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