Véspera de Itália e México é marcada por enorme fila para retirada de ingressos
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Véspera de Itália e México é marcada por enorme fila para retirada de ingressos

Daniel Batista

15 de junho de 2013 | 17h08

Torcedores tiveram que esperar mais de quatro horas para retirar seus ingressos do jogo no Maracanã

Quem garantiu o ingresso, ficou mais de quatro horas em fila no Aeroporto do Galeão (Vanderson Pimentel/Seleção Universitária)

Vanderson Pimentel – Seleção Universitária – especial para o Estado

RIO DE JANEIRO – O que os organizadores da Fifa mais temiam, aconteceu no penúltimo dia antes do segundo jogo da Copa das Confederações no Brasil. Apesar da previsão de 2 horas e meia, os milhares de turistas que foram retirar o seu ingresso para acompanhar o jogo entre Itália x México no estádio do Maracanã chegaram a esperar por mais de 4 horas em meia a uma fila que dava várias voltas dentro na Plataforma 2, no Aeroporto do Galeão, um dos três pontos de retirada dos ingressos no Rio de Janeiro.

A demora causada pelo alto número de pessoas, ficou evidente quando apenas quatro guichês disponibilizados pela Fifa eram vistos. Três deles eram designados a atender torcedores que agendaram a compra desde janeiro deste ano e apenas um para quem deixou a compra de última hora. Devido ao grande número de pessoas, o atendimento que estava previsto das 7h até as 22h, poderia ser prolongado até a última pessoa a ser atendida.

Por volta das 14h, o número de torcedores brasileiros e estrangeiros na fila quase chegou a mil pessoas, sendo que quase 600 pagantes estavam na fila dos ingressos agendados e os outros 367 aguardavam para adquirir o seu ingresso em uma única barraca de atendimento.

Apesar do clima tranquilo, as pessoas mostravam insatisfação e cansaço enquanto aguardavam o atendimento. A imagem de desorganização não foi justificada apenas pela demora na retirada dos ingressos.

Victor Hugo Reyes, turista de 29 anos, que acompanha a seleção mexicana desde a Copa do Mundo de 2010, também reclamou da falta de preparos dos voluntários. “Na África do Sul, país de língua inglesa, o pessoal que atendia a gente falava espanhol conosco fácil de entender. No Brasil, onde a língua é mais parecida com a nossa, estamos tendo dificuldades em nos comunicar”, disse.

A imagem, que deixou vários latinos insatisfeitos também foi alvo de protestos de quem conhece a realidade do Brasil. “O problema não são os aeroportos, mas um problema de organização da própria Fifa, afirma Daiane Costato. A jovem de 27 anos, que estava acompanhada do seu namorado Stefano Colapaoli entrou na fila às 11h e só pegou seu ingresso às 15h15.


Roberto Monsalvo, Victor Reyes, Stefano Colapaoli e Daiane Costato após garantirem seus ingressos para o jogo amanhã (Vanderson Pimentel/Seleção Universitária)

Colapaoli, italiano que vive em São Paulo desde 2012, lamenta a demora na fila, mas alerta que a situação tem que melhorar em 2014. “Os erros devem ser vistos e corrigidos. Se num evento teste com 16 clubes já estamos tendo esses problemas, imagina na Copa do Mundo”, questiona o rapaz de 33 anos, que assistirá a um jogo da seleção de seu país pela segunda vez.

A indignação de italianos e mexicanos com os poucos guichês difere do clima entre os torcedores das seleções rivais , que amanhã serão rivais, a partir das 16h do horário de Brasília. Além de Victor Hugo, seu amigo Roberto Monsalvo, de 28 anos também veio acompanhar a seleção da Concacaf. Mesmo reclamando da falta de velocidade e dos serviços oferecidos no aeroporto do Galeão, a esperança de uma boa campanha exala nos pensamentos do torcedor, “acredito que ganharemos fácil do Japão, empataremos com o Brasil e venceremos a Itália amanhã”, disse o confiante torcedor, que acompanhará a seleção mexicana pela primeira vez num evento internacional.

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