Adeus, WILKO!

jakemangin

13 de dezembro de 2011 | 13h18

2003 RWC

A seleção inglesa não contará mais com os chutes precisos de seu ex-camisa 10 Jonny Wilkinson. É o que anunciou o craque em seu site oficial. Wilkinson continuará jogando no Toulon, da França, onde ainda é responsável por converter chutes, como o que deu o título Mundial para a Inglaterra em 2003, na prorrogação da final contra a Austrália, auge da carreira do jogador.

 

Mas não era só com os pés que Wilkinson se destacava. Menor do que a maioria dos outros jogadores em campo, Jonny tinha um poderoso tackle e muitas vezes salvou a Inglaterra na defesa, jogando em uma posição que as trombadas não são a característica principal.

 

De seus 32 anos atuais, 13 deles foram dedicados à seleção inglesa, com direito a 1.246 pontos internacionais. Jonny defendeu a seleção da “Rosa de Flanders” 91 vezes e também jogou seis partidas pelo “British and Irish Lions”, combinado dos melhores jogadores de todo o Reino Unido.

 

O talismã do título de 2003 e, a partir de então, eterno ídolo do rugby inglês, Wilkinson continuará jogando no Toulon, time que defende desde 2009. Antes disso, teve uma longa história com as cores de Newcastle Falcons, clube da Inglaterra.

 

Sua última partida pela seleção foi a derrota para a França (19-12), nas quartas-de-final da Copa do Mundo de Rugby 2011. Desde 2003, Wilkinson sofreu com lesões que o impediram de atuar como na campanha daquele Mundial.

 

Mas nada que apague o maior feito deste corajoso jogador. Wilkinson foi o maestro dos ingleses em 2003, quando a seleção bateu uma embalada Austrália, jogando em casa, com estádio lotado. Na época, com 24 anos, Wilkinson teve a frieza para acertar um chute sob pressão, no último lance da prorrogação, quando o campo já estava encharcado pela chuva.

 

Wilkinson se aposenta, mas deixa para a Inglaterra, país inventor do esporte, seu primeiro e único título mundial da história.

 

“Nunca consegui acreditar que seria capaz de um dia deixar de lado este sonho, que é o responsável por eu viver, respirar, amar e abraçar o rugby, esporte que amo desde os dias mais longínquos que consigo lembrar”, Jonny Wilkison.

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