Brasil x All Blacks!!!

jakemangin

12 de dezembro de 2011 | 16h39

 

Sim, é verdade. Nossa camisa verde amarela pode cair na mesma chave dos atuais campeões do Circuito Mundial de Sevens: a Nova Zelândia. No dia 10 de fevereiro de 2012 as melhores seleções de Rugby 7s do mundo estarão em Las Vegas (EUA) para disputar a quinta etapa da série. Não há nada mais empolgante para começar um calendário de rugby no Brasil do que a possibilidade de disputar este jogo no calor do deserto de Nevada.

Será uma data histórica para o rugby no país. E mesmo que o sorteio não coloque Brasil e Nova Zelândia no mesmo grupo, nossa seleção enfrentará, no mínimo, uma das outra quatro melhores equipes do mundo: Inglaterra, África do Sul, Samoa e Fiji.

Na expectativa deste clássico, o TRY RUGBY vai acompanhar tudo o que acontece no torneio, que acaba de deixar a África do Sul, até o caminho que leva aos Estados Unidos. Durante este período, traremos o perfil e as novidades de dois jovens talentos: um All Black e um brasileiro. Vamos descobrir e contar o quão dura é a preparação para um torneio desse nível.

Do lado All Black, temos o exclusivo contato com James Marshall, novato na equipe que é sinônimo de rugby de alto nível. James fez sua estreia com a camisa negra na Austrália (etapa de Gold Coast 2011) e também atuou em Dubai, no início de dezembro.

Depois da performance nos Emirados Árabes, recebeu uma proposta para se unir ao elenco Wellington Hurricanes, equipe que disputa o Super 15, torneio profissional com as melhores equipes de Rugby Union (15 jogadores) da Nova Zelândia, Austrália e África do Sul. A indicação mostra como o Sevens também é usado como uma ferramenta de desenvolvimento de atletas.

James Marshall:

Nascimento: 7 de dezembro de 1988

Posição: Abertura (Fly half)

Clube: Nelson RFC

Província: Tasman Makos

Heineken Cup: Aironi

Super Rugby: Hurricanes

– Jogador da seleção da Nova Zelândia 7s

– Irmão mais velho do fullback Tom Marshall, atleta do Tasman Makos e dos Cruzaders

 

TRY RUGBY: Você sempre jogou rugby ou praticava outros esportes na infância e adolescência?

James Marshall: Comecei jogando futebol com cinco anos. Mudei para o rugby com oito, pois minha família se mudou para Nelson e todos meus novos amigos jogavam rugby.

 

TR: Quem foi sua influência no início? Quem é agora?

JM: Meu pai ama rugby, então acho que ele foi o responsável pela minha paixão também.  Desde pequeno, jogo um contra um contra meu irmão, uma grande influência para mim.   Além disso, Andrew Goodman [jogador neozelandês, capitão do Tasman Makos] teve enorme participação nesta história desde a saída do colégio até hoje.

TR: Como você se sentiu quando foi nomeado para a seleção de Sevens da Nova Zelândia?
JM: Fiquei paralisado quando vi meu nome e, depois, muito empolgado com a chance de representar meu país.

TR: Mesmo sem a vitória, como foi o primeiro torneio em Gold Coast?

JM: Foi incrível, eu aprendi muito! Acho que nós jogamos um Sevens de alto nível até a final.

TR: Os famosos treinos de Gordon Tietjens são realmente duros? Você pode descrever o que acontece?

JM: Os treinos do “Titch’s” são bem pesados. Ele te leva além do que você imagina que pode chegar. É um jogo mental, com ele tentando te manter no extremo o maior tempo possível. Se você desistir, não entra para o time!

 

TR: Que dicas pode dar aos jovens que estão começando no rugby no Brasil para atingirem o que você conseguiu?

JM: Para os jovens aspirantes a jogadores e até mesmo atletas só posso dizer que, se você trabalhar duro e treinar muito, vai ganhar sua recompensa, sem exceções. Quando você começa a procurar “atalhos” na preparação, seus adversários dão um passo a frente. Além disso, se divirta! Se você não está aproveitando, tudo fica mais difícil. Por isso, trabalhe duro e divirta-se e você chegará lá.

 

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