CONHEÇA OS ADVERSÁRIOS DO BRASIL EM LAS VEGAS

brunoromano

10 de fevereiro de 2012 | 13h11

Pela primeira vez na história a seleção brasileira de Sevens vai participar de uma etapa do Circuito Mundial da IRB. O Brasil entra como um dos quatro convidados, em um torneio de 16 equipes a ser disputado durante três dias no Sam Boyd Stadium, em Las Vegas (EUA).

Com um elenco mesclado, que conta com atletas de bastante experiência em Sul-Americanos e algumas caras novas, a seleção terá seu maior desafio nesta sexta, sábado e domingo.

Esta será a quinta etapa do circuito 2011-12, que até o momento tem como líder isolado a Nova Zelândia – seguida de perto pelo selecionado de Fiji. Na terceira posição, com direito a um título em Dubai, está a Inglaterra, primeiro adversário do Brasil pelo grupo D. Completam os confrontos da primeira fase, Escócia e Quênia, dois elencos acostumados a jogar no circuito.

Confira um pouco mais sobre as “pedreiras” que teremos pela frente:

INGLATERRA

Com o troféu de Dubai e direito a vitórias sobre Fiji e Nova Zelândia durante as quatro primeiras etapas, a seleção inglesa se posiciona como a única capaz de superar a qualidade do rugby Sevens do
Pacífico Sul. É verdade que a África do Sul ainda está bem no páreo, mas a Inglaterra já sentiu que pode bater os mais fortes e por isso deve entrar com tudo em Las Vegas.

Ficar atrás de um dos primeiros colocados nesta etapa significa a morte para os ingleses. Por isso, devem vir a campo com garra desde o primeiro jogo. É uma seleção forte fisicamente e extremamente
criativa. Costuma usar a tática de se impor logo no começo da partida – muitas vezes caindo de rendimento no fim.

O que nunca diminui de ritmo, no entanto, é a pressão da defesa. Os ingleses atacam sem bola, o que vai exigir muita agilidade e calma da equipe brasileira. Com a bola na mão, apostam na velocidade de Dan Norton, responsável pela maioria das jogadas individuais.

Os craques do time, porém, não são ingleses de nascimento. Mat Turner, da África do Sul, e Isoa Damu, de Fiji, têm habilidade e visão de jogo acima da média. Quando não estão em bom dia, o experiente Greg Barden e o garoto James Rodwell assumem a responsabilidade.

QUÊNIA

Uma das apostas do IRB neste circuito de Sevens, a seleção do Quênia já esteve no lugar do Brasil. Aos poucos, começou a participar de mais etapas e hoje, apesar de não vencer a maioria dos jogos, já adquiriu boa experiência e aprendeu o ritmo do torneio. Os quenianos vêm embalados, já que no último fim de semana em Wellington (NZ), venceram por duas vezes a seleção da Austrália.

Os resultados deram moral à equipe que vai fazer de tudo para se impor sobre uma seleção recém-chegada na competição. Como é tradição no país, os jogadores de Quênia apostam na sua velocidade e vigor físico. É um dos elencos mais fortes do circuito e que está muito bem treinado.

Depois das três etapas iniciais, a seleção queniana conseguiu transformar toda vontade e poderio físico em resultado na Nova Zelândia. Devem chegar ainda mais organizados e entrosados em Vegas e, com certeza, entrarão em campo com o time principal. Uma equipe que aposta em Sidney Ashioya, jogador arisco, que une habilidades atléticas com um estilo finalizador.

ESCÓCIA

Na modesta décima colocação do circuito, a Escócia não tem assumido o protagonismo do país que inventou o rugby Sevens. Campeões do Bowl na última etapa, os escoceses sofreram para bater as Ilhas Cook – convidada, assim como o Brasil agora – na final (19-17).

Os escoceses têm frequentado mais a metade de baixo do que de cima da tabela nas primeiras quatro etapas. Em compensação, já fizeram duelos de igual para igual contra as seleções no topo do ranking.

O Brasil vai se deparar com uma seleção habilidosa, que sabe o que fazer com a bola na mão. Criam jogadas e encontram espaço com facilidade, além de aproveitarem bastante os contra-ataques. Tudo é comandado por Colin Gregor, maior pontuador escocês no circuito e atleta mais experiente da equipe.

Mas o jogador que não pode ter um centímetro de espaço é Andrew Turnbull. Um atleta de Sevens nato, com muita potência e característica de definidor – daqueles que costumam chamar a responsabilidade em jogos difíceis. A Escócia sabe que tem jogos duros contra Inglaterra e Quênia e por isso não vai aliviar para o Brasil.

Os 12 representantes do Brasil neste desafio serão:

#2 Gustavo Barreiros – Curitiba RC

#3 Diego Lopez – Pasteur AC

#4 Felipe Claro – SPAC

#5 Daniel Gregg (c) – Niterói RFC

#6 Rafael Dawailibi – São José RC

#7 Erick Cogliandro – São José RC

#8 Diogo Borges – São José RC

#9 Eduardo Melotto – Curitiba RC

#10 Julian Menutti – Bandeirantes RC

#11 Elpidio Sgobbi – São José RC

#12 Tulio Fiore – São José RC

Comissão:
Maurício Coelho (treinador)
Martín Schusterman (treinador)
Gustavo Bornholdt (médico)
Jean-Marc Volland (fisioterapeuta)

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.