Em teste de “novos Pumas”, França vence revanche e aplica lavada na Argentina

brunoromano

24 de junho de 2012 | 13h58

A pouco tempo de estrear no duríssimo torneio Rugby Championship, uma jovem seleção argentina fechou a temporada de amistosos com uma larga derrota para a França: 49 a 10. Foi a terceira partida de uma sequência de amistosos dos Pumas – venceram a mesma França em Córdoba e a Itália em Rosário –, no entanto, a pior atuação em todas elas.

Foi a revanche dos franceses, que haviam perdido a primeira partida por 23 a 20. Se no duelo em Córdoba os Pumas conseguiram fazer valer a força da torcida e a garra acima da média, o mesmo não aconteceu do segundo jogo, quando a leitura das situações e a organização da França foram muito superiores. Em ambos os casos, o treinador argentino Santiago Phelán acertou em colocar a prova novos talentos do país, em um jogo contra uma das melhores seleções do mundo.

“Temos de dar méritos para esta jovem equipe pelas duas partidas anteriores, jogando bem contra a Itália e não tão bem contra a França, mas vencendo. O último jogo nos leva a colocar os pés no chão: temos muito que melhorar”, declarou Phelán após o confronto.

Os argentinos precisam saber com quem poderão contar no novo Rugby Championship, quando enfrentarão pela primeira vez África do Sul, Austrália e Nova Zelândia, em um formato inovador do antigo Tri Nations. Será um elenco de 30 jogadores, dos quais 24 já foram confirmados por Phélan – todos atuantes no rugby europeu. Os atletas que tiveram oportunidade de jogar os amistosos lutam por estas sete vagas, além de outras três “reservas”, para casos de contusão.

Jogadores que estiveram presentes no último Sul-Americano, quando a Argentina venceu mais uma vez com superioridade, inclusive batendo o Brasil por 111 a 0. São resultados que ajudam a mostrar as reais diferenças entre os países. Mas, por trás dos números há muito que ser levado em conta.

Da mesma forma que a delegação brasileira optou por uma seleção com jogadores reservas no confronto mais duro do Sul-Americano, Phelán colocou seus atletas menos experientes contra uma embalada França, atual vice-campeã mundial. São trabalhos de médio e longo prazo, que ainda vão passar por derrotas duras, mas parecem consistentes e tem tudo para elevar o nível do rugby sul-americano no cenário mundial.

Foto: Walter A. Gasparini (reprodução rugbytime.com)

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