Em torneio inovador, Brasil testa seus limites

jakemangin

09 de dezembro de 2011 | 10h01

Neste dia 9 de dezembro quatro emergentes seleções de rugby começarão uma batalha em um intenso torneio, durante sete dias, no calor sufocante de Dubai. Vinte e três atletas brasileiros representarão são só a camisa verde e amarela como também a América do Sul no Emirates Cup. Uma responsabilidade enorme considerando que a comissão técnica elegeu um elenco relativamente novo, mas ao mesmo tempo muito interessante pensando no futuro do rugby no Brasil.

“Temos muitas caras novas nessa seleção. De um lado isso é bom, pois vemos que, com os trabalhos dos clubes, estamos tendo resultados positivos e conseguindo renovar a seleção com ótimos jogadores. Isso também nos leva a ter uma equipe com pouca experiência internacional, mas com certeza os nossos ‘meninos’ estão prontos para enfrentar este novo desafio”, explica Julian Menutti, 25 anos, argentino de nascimento que joga e vive no país desde os 13 e deve atuar com a camisa 10 no torneio.

Organizado pelas uniões de rugby dos Emirados Árabes Unidos e de Hong Kong, a competição tem total suporte da International Rugby Board (IRB, órgão máximo do esporte) e da Emirates Airline. Será a primeira vez que um campeonato do tipo contará com equipes de três continentes – o que justamente faz da Emirates Cup um evento bastante especial.

Além do Brasil, EAU e Hong Kong, a seleção do Quênia (representante da África) competeem Dubai. Quatroequipes que tiveram resultados equivalentes nas últimas vezes que entraram em campo, chegando a fases classificatórias da Copa do Mundo de Rugby, objetivo para o Brasil em 2015. Também em comum, o fato de serem seleções nas quais o IRB aposta para o desenvolvimento do esporte no mundo.

Como funciona a Emirates CUP

Cada equipe enfrentará as outras três seleções em jogo único e a expectativa para uma boa campanha brasileira neste formato de torneio é grande. Muitos atletas do grupo acabaram de enfrentar uma preparação de alto nível para os Jogos Pan-Americanos, na modalidade Rugby Sevens, enquanto os outros terminaram um extenuante campeonato brasileiro, o Super 10.

Assim, com o intervalo – menor do que o normal – de três dias entre os jogos, o físico fará toda a diferença. A equipe brasileira jogará duro sabendo que não está lá para ganhar experiência, mas sim se confirmar no cenário mundial do rugby.

Quênia e Hong Kong devem ser as ameaças mais iminentes à nossa seleção, com sua proximidade com o pedigree do rugby inglês. Hong Kong, aliás, conta com diversos atletas experientes que podem fazer a diferença pelo seu conhecimento do jogo e estratégia, suas principais forças para o torneio.

Quênia, por outro lado, tem sua marca registrada e um recente sucesso no Circuito Mundial de Rugby Sevens. São conhecidos pela velocidade e força com a bola na mão. Se isso vai conseguir ser transmitido para o jogo de 15 jogadores, modalidade da Emirates Cup, ainda não sabemos.

Já os Emirados Árabes são realmente uma incógnita, pois não possuem nem ranking IRB e acabam de começar um trabalho com o treinador Wayne Marsters, experiente rugbier neozelandês. Logo, podem também ser a grande surpresa do torneio.

Será um momento marcante para o rugby (na sua mais pura forma) do Brasil, com a Emirates Cup sendo uma verdadeira plataforma para o país mostrar ao mundo o estilo de seu jogo. Por isso, acompanhe aqui essa jovem, rápida e cativante equipe e ajude o rugby brasileiro a ser conhecido no mundo!

NOSSAS PREVISÕES:

1o JOGO – 10 DEZ – BRASIL X QUÊNIA

Se o Brasil seguir seus padrões de jogo, se mantendo organizado e não deixando a partida ficar muito aberta, poderá dominar a seleção queniana, que não tem tradição nos scrums e mauls, formações que exigem mais força e conjunto. Mas se jogar de forma muito solta os quenianos acabarão com o jogo. Um duelo duro, mas com grandes chances de vitória para o Brasil.

2o JOGO – 13 DEZ – BRASIL x EAU

Difícil analisar um time tão novo como os Emirados Árabes, que estão jogando juntos pela primeira vez neste ano, mas seu treinador neozelandês certamente apresentará um time com habilidades básicas bem treinadas e um forte jogo de passes e apoio – o que dificulta a defesa. Esse será o ponto chave do Brasil no jogo e deve definir a vitória. Falhar na defesa pode transformar um time de desconhecidos em estrelas de uma hora para a outra.

3o JOGO – 16 DEZ – BRASIL X HONG KONG

QUE JOGO! Hong Kong entrará como favorito, já que sai de derrotas respeitáveis contra participantes da última Copa do Mundo de Rugby nas eliminatórias asiáticas. Sendo a terceira partida, o Brasil terá de escolher bem as melhores combinações de jogadores e analisar o jogo de Hong Kong. Fortemente influenciada pela escola inglesa de rugby, Hong Kong tentará triturar o Brasil. É aí que o preparo físico e a vontade de vencer devem falar mais alto no lado brasileiro.

 

Acompanhe:

10/12 – 07h – Brasil x Quênia
13/12 – 14h – Emirados Árabes Unidos x Brasil
16/12 – 12h – Brasil x Hong Kong

Ao vivo no BandSports

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: