SETE MOTIVOS PARA ASSISTIR RUGBY SEVENS

brunoromano

15 de dezembro de 2011 | 16h39

Frank Halai, craque da Nova Zelândia nos Sevens

Nesta sexta, sábado e domingo, no Estádio Municipal de Embu das Artes (SP), acontece o Campeonato Brasileiro de Sevens.
Entenda melhor do que estamos falando e veja bons motivos para acompanhar essa modalidade do rugby.

1. É O MAIS NOVO ESPORTE OLÍMPICO

O Rugby está de volta às Olimpíadas e a modalidade escolhida foi o Sevens. O nome (sete em inglês) foi escolhido, pois representa bem as variações do jogo: SETE jogadores de cada lado, jogando em dois tempos de SETE minutos, sendo um de intervalo. Os atletas nem saem do campo e a correria só acaba quando o juiz apita. É de tirar o fôlego!

2. O BRASIL PODE SER GRANDE

A Olimpíada escolhida para a volta dos Sevens foi justamente a do Rio de Janeiro, em 2016. As seleções brasileiras, masculina e feminina, devem estar na lista das doze equipes que brigarão por medalha. As meninas dominam a modalidade na América do Sul e o masculino tem melhorado bastante os resultados por aqui, com vitórias recentes frente a Uruguai, Argentina (a primeira da história em 2011) e Chile. Apesar de ainda estarmos alguns degraus abaixo das grandes potências mundiais, podemos desenvolver bastante o Sevens em médio prazo. É um jogo mais leve, onde a ginga, a coragem e os dribles individuais podem ganhar jogos – e nisso nós temos vantagem.

3. JOGOS RÁPIDOS, ÁGEIS E EMOCIONANTES

Assim como o basquete e o handball, por exemplo, a bola pode trocar de lado a todo momento no Sevens. O jogo é muito aberto, já que apenas 14 atletas ocupam o espaço de um campo. Tudo pode ser definido no último lance e nenhum jogo está realmente ganho ou perdido. Os campeonatos sempre acontecem em dois dias: o primeiro na fase de grupos e o segundo com jogos de mata-mata. É partida atrás de partida, fazendo as horas passarem tão rápido quanto os velocistas dos Sevens.

4. MAIS FÁCIL DE ENTENDER AS REGRAS

Para quem está conhecendo o esporte, o Sevens seria uma versão mais simples do jogo tradicional de rugby XV, com 15 jogadores de cada lado, na modalidade conhecida como Union. Fica mais fácil de ver como funciona a evolução de um time no ataque, como trabalha a defesa e quando acontecem as penalidades. Com alguém ao lado explicando ou comentando na televisão, as regras ficam mais claras.

5. LANCES DE EFEITO, DRIBLES E OUSADIA

Os craques e artilheiros do futebol brasileiro só não teriam espaço em um time de rugby por um motivo: precisam marcar e defender sempre que estão sem a bola. Mas as suas pedaladas seriam muito bem-vindas no rugby Sevens, onde o espaço para criar, ousar e driblar os adversários é muito maior. Muitas jogadas são definidas no mano a mano, quando o que vale é a habilidade e velocidade de pensamento. Dificilmente uma partida de Sevens acaba sem um lance plasticamente bonito.

6. UNIÃO DE CRAQUES, PROMESSAS E TALENTOS

Pelo formato dos torneios de Sevens, diversas equipes se juntam em um mesmo campo. É a oportunidade de assistir, em um só dia – ou em algumas horas –, atletas de ponta e jovens talentos. As partidas vão ficando ainda mais disputadas com o andamento do campeonato e as finais são garantia de espetáculo.

7. FESTA E DESCONTRAÇÃO

Mesmo que tenha se tornado uma modalidade extremamente competitiva, o Sevens não abandona sua essência. Quando foi criada, por um clube na Escócia, a modalidade servia para manter os atletas em atividade nas férias, já que tem menos contato. A brincadeira ganhou adeptos e se espalhou pelo mundo. Ainda hoje, mesmo que os jogadores treinem e se dediquem exclusivamente para os Sevens a atmosfera é de festa, alegria e confraternização. As arquibancadas do Circuito Mundial ficam cheias de torcedores fantasiados e os jogos no Brasil são o marco do fim da temporada – um bom motivo para celebrar mais um ano de rugby.

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