Uma punição profissional

brunoromano

24 de maio de 2012 | 15h20

Depois de uma acirrada partida contra o Chile, na estreia do Sul-Americano de Rugby XV, a seleção brasileira sofreu o que só pode ser descrito como uma verdadeira surra. No segundo jogo do torneio, o Brasil encontrou uma implacável e cruel Argentina, cheia de atletas dos Pampas XV, a equipe que representa os hermanos na África do Sul – e que vem embalada desde o inédito título da Vodacom Cup no ano passado.

Não que os últimos resultados tenham sido muito melhores. Mas, depois da derrota por “apenas” 12 pontos para o Chile, surgiu uma expectativa de um placar menor. Em um jogo que foi marcado uma média de um ponto a cada meio minuto, não é preciso nem assistir para saber que a Argentina dominou a posse de bola e que foi totalmente superior no aspecto físico, em cima de uma ainda amadora seleção brasileira.

Vai ser muito interessante ver como isso vai refletir na próxima partida, contra o Uruguai (os Teros perderam para a Argentina por 40 pontos). O caráter do time vai ser testado mais uma vez, agora contra um adversário que já tem participação em Copas do Mundo e que, sem dúvida nenhuma, é a segunda força da América do Sul.

Mesmo que a derrota tenha sido difícil de engolir pelos jogadores, é importante para situar onde estamos e quão longe queremos chegar. A preparação para o torneio foi bastante curta. Falando sinceramente, o verdadeiro foco era justamente o jogo contra o Chile, seleção que está mais próxima do que estamos buscando alcançar. O mesmo raciocínio serve para o Uruguai.

Ainda que a estrutura defensiva apresentada pelos treinadores de Canterbury tenha sido demolida por uma seleção de nível internacional, o Brasil não deve desistir agora dos ensinamentos kiwis. O novo sistema já serviu contra o Chile e certamente vai funcionar contra os uruguaios.

No fim, um time totalmente profissional sempre vai ser muito superior do que um amador, que busca melhoras. Lavadas acontecem. E devem servir de aprendizado para o próximo desafio. 111×0.

Foto: Mario Tellez – FERUCHI

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