2020 será dele?
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2020 será dele?

4º melhor no ano passado, Filipe Toledo 'afia as quilhas' para a nova temporada

Thiago Blum

24 de janeiro de 2020 | 12h48

Já são 5 anos entre os 10 melhores do mundo.

8 vitórias no WCT.

Com destaques para o tri na etapa brasileira e os shows nas duas vitórias na África do sul.

Ninguém contesta a qualidade e a capacidade de Filipe Toledo.

Um dos atletas mais talentosos e respeitados do tour.

Admirado pelos fãs… e todos adversários.

Falta o título mundial? Talvez.

Mas o craque da lycra 77 não vê isso como uma obsessão, muito pelo contrário.

Ele sabe que trabalhando duro e sério, a conquista vai chegar na hora certa.

Numa conversa com o jornalista Mauricio Ferreira, do canal BandSports, Filipinho falou sobre os planos para a temporada 2020, a 8ª dele na elite da WSL.

“Estou me sentindo bem feliz e tranquilo. Já está tudo planejado pra que seja um ano muito bom”.

2020 vai ser mais um ano dominado pelo Brasil?

Ah… essa é fácil responder, né? (risos) Vai ser, vai ser… sem dúvida. Espero que a gente possa estar brigando mais um ano aí e fazendo história de novo.

Qual é a satisfação – sua e dos outros brasileiros – de ver tudo isso que foi conquistado? Saber dessa força de hoje em dia, e de que você estão diretamente ligados?

É gratificante, uma sensação de conquista. De ter batalhado muito nas categorias de base, em todos os campeonatos… a gente crescendo junto e competindo… e hoje em dia fazer o que a gente faz junto no grande show, é muito legal. Muito gratificante fazer parte dessa história.

Qual é a avaliação que você faz do seu desempenho na temporada 2019?

Foi bom, terminei no top 5. Tive altos e baixos durante o ano. Claro que o que teve de positivo, a gente pega e leva para esse próximo ano, pra essa temporada que já tá chegando. E o negativo, a gente tenta evoluir e prestar atenção pra que essas coisas não aconteçam mais.

Como tem sido o início do trabalho nesta pré-temporada?

Já demos início nos treinamentos, essa parte da base é muito importante e temos focado muito nisso. É uma correria durante o ano todo. A gente vai perdendo aquele ritmo de treinamento… então ter uma base bem solidificada vai fazer toda a diferença. Eu vim passar as férias no Brasil, mas já é hora de trabalhar. Tem sido bem legal, estou me sentindo bem feliz e tranquilo.

O planejamento já tá todo definido?

Toda a equipe está trabalhando junto – muito bem pensado – pra que eu consiga me dedicar ao máximo e alcançar o título.  Como um time, temos tomado as melhores decisões, ‘surf-trip’ em tal mês, quando tiver um período grande entre um campeonato e outro, vai colocar mais treinamento de base pra segunda metade do ano. Já tá tudo traçadinho pra que seja um ano muito bom.

O Pinga (Luiz Campos) é a novidade da sua equipe. Qual vai ser o papel dele?

Foi algo bem natural. O meu antigo empresário aqui no Brasil tava encerrando os contratos, mudando de vida. No mesmo momento, o Pinga já estava encerrando um ciclo na vida dele também. Então uniu o útil ao agradável, a gente conversou, achamos que ia ser mais um valor pra agregar na nossa equipe, pra fazer com que os sonhos de todos nós sejam realizados. O trabalho do Pinga é de melhorar ainda mais a minha imagem aqui no Brasil, e claro… a busca de patrocínios aqui no país também. Ele vai estar sempre presente nos eventos, porque ele tem outros atletas também. E quando meu pai não estiver, ele vai poder me auxiliar de alguma forma ou outra ali, mas o papel dele é realmente trabalhar a minha imagem e buscar patrocinadores no Brasil.

Você tem ficado sempre entre os melhores. Qual sua avaliação… ainda falta alguma coisa? E se falta, o que é…  para que você alcance o título?

Não posso falar que é alguma coisa que falta. De repente é algo aqui, outra que faltou ali. São pequenas falhas no planejamento, que de certa forma “não foram cumpridas”… que a gente está tentando consertar esse ano para que o título venha.

Quais são as etapas que você vê maior dificuldade? Onde você acha fundamental melhorar para a conquista de bons resultados?

Pipeline é a etapa onde eu acho que eu mais preciso evoluir, que eu tenho um pouco mais de dificuldade. Eu tenho me sentido muito bem nos últimos anos em Pipe, Teahuppo, então eu acho que é só uma questão de focar ali e fazer acontecer.

Como vocês encaram a recepção das crianças… a importância de serem exemplos para as próximas gerações?

Hoje em dia eles nos enxergam como ídolos, então é deixar o melhor conselho, a melhor imagem. Deixando um legado, vamos ajudar de grande forma. E eu fico feliz de ver os novos talentos vindo aí, molecada de 10 anos de idade mandando aéreo rodando e não sei onde vai parar.

por @thiago_blum

entrevista: @mauferreirajr

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