5 perguntas para os estreantes do CT
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5 perguntas para os estreantes do CT

Deivid Silva e Peterson Crisanto são as caras novas do Brasil na divisão de elite

Thiago Blum

25 de março de 2019 | 19h12

O Brasil mais uma vez será o país com a maioria de atletas na principal divisão da WSL.

11 representantes na elite, além de Caio Ibelli, que é o primeiro suplente do tour e vai substituir o lesionado Adriano de Souza nas primeira etapas da temporada.

E a turma pode ser dividida em 4 grupos.

Os top 5 no ano passado: Gabriel Medina, Filipe Toledo e Ítalo Ferreira.

Os experientes: Adriano de Souza, Jadson André e Caio Ibelli.

Os 2º anistas, agora mais experientes e bons conhecedores dos picos: Willian Cardoso, Michael Rodrigues, Jesse Mendes e Yago Dora.

E os estreantes: Deivid Silva e Peterson Crisanto.

DVD é paulista, goofy, tem 24 anos e é pai recente.

Deivid Silva: paulista estreia no CT em 2019

O desafio de estar entre os melhores do mundo é o antídoto para superar as saudades da filha de apenas 9 meses.

Peterson nasceu em Matinhos, é regular e tem dois anos a mais.

Peterson Crisanto: paranaense estreia no CT em 2019

Deivid escolheu as etapas do QS na Austrália para ganhar ritmo de competição.

Peterson preferiu uma viagem a El Salvador para encerrar a preparação.

Tubos e Aéreos conversou com eles. Foram as mesmas 5 perguntas.

Para os caras que arrebentaram no QS em 2018 e terão que encarar o ‘desconhecido’ a partir da primeira semana de abril.

Quais são as principais diferenças e novidades que terão que enfrentar nos eventos da elite? 

DVD: O julgamento, por ser um pouco mais rígido. Mas estou treinando bastante, para fazer as manobras melhores e mais limpas. E a qualidade das ondas também, que no CT é muito melhor do que as do QS. Isso ajuda, já que a qualidade das ondas faz evoluir nosso surfe. Pretendo aprender bastante.

PC: As ondas são totalmente diferentes em relação às que eu competi ano passado na divisão de acesso. Essa deve ser a grande diferença. Quanto ao julgamento, é só não deixar dúvida, mostrar um surfe bom, forte, rápido e progressivo.

Qual será o planejamento para as etapas na temporada? 

DVD: Foco total no CT, com certeza. Porque é o evento que eu quero terminar entre os 8 primeiros, até os 10. O QS só vim agora para as primeiras etapas para soltar o corpo, para voltar ao ritmo de competição. O foco é mesmo todo no CT, para se dar bem e não ter mais que correr o QS.

PC: Foco total no CT, mas vou correr algumas etapas do QS, de 10 mil pontos.

O Brasil tem vencido dominado o tour. Virou uma responsabilidade maior defender nosso país?

DVD: Com certeza a responsabilidade aumentou. Estou muito ansioso pra começar, poder representar bem a bandeira com o Gabriel e todos os brasileiros.

PC: O Brasil tá dominando o mundial e eu sei que tem esse peso de poder representar bem, assim como todos fizeram todos esses anos.                Vou dar sempre o melhor dentro da água e colocar nossa bandeira sempre no lugar mais alto do pódio.

Tem alguma etapa do CT que tem mais ansiedade ou receio de disputar?

DVD: A etapa que estou mais ansioso para competir é a da Gold Coast. É um sonho competir naquelas direitas perfeitas. E tem também a da piscina do Kelly. E um pouco de receito, acho que em Teahuppo, que é uma onda que eu nunca fui. Mas é um sonho conhecer aquele lugar, pegar aquelas ondas e vamos com tudo. Pretendo ir um pouco antes para treinar e conhecer para o campeonato. Vai ser um grande ano.

PC: Tem muitas etapas que eu tenho vontade de disputar, que sonho desde criança assistindo meus ídolos competindo. A primeira, em Snapper Rocks, logo em seguida vem Bell’s Beach, que é muito tradicional, entre outras. O circuito inteiro é um sonho. Algumas etapas são um pouco mais temidas, como Teahuppo e Pipeline, por serem ondas mais fortes. Eu já surfei essas ondas, tenho que ganhar bastante experiência ainda, mas acho que vou conseguir fazer boas apresentações. Vou me dedicar muito a isso.

Qual é a melhor parte de ser um atleta profissional que roda o mundo anualmente? E a pior?

DVD: A melhor é poder viajar para todos os lugares, pegar ondas perfeitas e surfar em picos sozinho, o que raramente acontece. A pior, claro, é ficar longe da família, da minha filha, que só tem 9 meses e é muito difícil.

PC: Poder surfar, fazer a coisa que eu amo. E competir ao mesmo tempo, nas melhores ondas do planeta. Agora estou no CT e vai ser um ano muito especial.  E a parte ruim de tudo isso é que você fica longe de amigos, da família, da noiva. Todos me apoiam durante minhas viagens e sempre que eu posso levo alguém comigo.

por @thiago_blum

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