Brasil segue na frente!
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Brasil segue na frente!

Confira o desempenho dos nossos 12 atletas na 1ª etapa do CT 2019

Thiago Blum

09 de abril de 2019 | 13h56

Ítalo Ferreira: campeão do Quiksilver Pro – foto: @italoferreira

O ano virou.

A soberania verde e amarela, não.

Será que esse domínio vai virar dinastia?

Em 2018, foram 9 vitórias em 3 etapas. Número complicado de repetir, mas Ítalo Ferreira já abriu a contagem.

foto: @italoferreira

Falar do desempenho do potiguar nas ondas de Duranbah pode ser óbvio, mas nunca demais.

Uma união de técnica, precisão nas manobras e paciência para esperar as ondas certas.

E mais: excelência física e garra máxima.

Vitória merecida e camisa amarela para ele na 2ª etapa.

E os outros brazucas?

O que vi na Gold Coast:

Gabriel Medina – foto: WSL

Gabriel Medina – 5º lugar: Surfou como sempre, soltou as manobras e conseguiu as melhoras notas do campeonato. Parou nas quartas no momento em que o mar não ficou bom para ninguém. Faltou um ‘high score’ para eliminar o sul-africano Jordy Smith.

Yago Dora – 9º lugar: Depois de uma estreia complicada em 2018, já provou que entendeu bem o que deve ser feito dentro d’água para competir de forma parelha com os melhores. Sobrou no round 1 (deixando inclusive Ítalo pra trás) e voou baixo contra Joan Duru. Diante de Gabriel Medina nas oitavas, competiu aéreo a aéreo, fez a maior nota e perdeu por apenas 0,47. Tem surfe de sobra para brigar na parte alta do ranking.

Yago Dora – foto: WSL

Filipe Toledo – 9º lugar: Esperava mais brilho. Ficou em 2º na sua bateria do round 1, com duas ondas abaixo dos 5 pontos. Na fase 3, teve dificuldade diante do estreante Soli Bailey e só virou no finalzinho. Aí, pegou John John Florence, em um duelos mais esperados do evento. Filipinho tirou a melhor nota do confronto, mas não foi o suficiente. Vai crescer nas próximas etapas e claro, brigar pelo título.

Willian Cardoso – 9º lugar: Começou em ritmo abaixo do que normalmente apresenta, mas cresceu a partir da repescagem, quando deixou Jadson André fora do Quik Pro. Na sequencia, mais 2 duelos com compatriotas. Eliminou Michael Rodrigues e parou em Ítalo Ferreira, por pouco mais de meio ponto. Se o mar estivesse maior, a vida do campeão teria sido bem mais complicada neste duelo.

Peterson Crisanto e Deivid Silva – 17º lugar: Feliz demais com as performances dos estreantes da divisão de elite. Peterson teve que disputar a repescagem, justamente onde espantou os possíveis medos que poderiam o assustar. Ficou em 2º numa bateria que tinha ninguém mais, ninguém menos que Owen Wright e Kelly Slater. Com o resultado, fez o 11x campeão mundial se despedir precocemente da Gold Coast. Em seguida, foi desclassificado por Kolohe Andino, que não por acaso seguiu até a final. Deivid pulou o round 2 e faltou uma boa onda para eliminar o tahitiano Michel Bourez. Vamos ver como vão se comportar na complicada direita de Bell’s Beach na semana que vem.

Jesse Mendes e Michael Rodrigues – 17º lugar: Apesar de passarem direto dos round 1 para o 3, os dois segundo anistas mostraram menos do que são capazes. A melhor nota de Jesse nas duas baterias que disputou foi um 6. Na 3ª fase, não passou de 5 e acabou eliminado pelo japonês Kanoa Igarashi. Michael somou acima dos 13 pontos no round 1, mas foi menos agressivo diante de Willian Cardoso.

Mateus Herdy – foto: WSL

Mateus Herdy – 17º lugar: O campeão júnior não é mole não. Entrou como convidado e mostrou que tem espaço entre os melhores. Isso porque teve que enfrentar Gabriel Medina duas vezes em Duranbah. Na bateria estreia ficou em 3º e teve que disputar a repescagem. Não desperdiçou a outra chance. Venceu, fazendo pontuação superior ao vice-campeão mundial Julian Wilson. No round seguinte, o homem da camisa 10 amarela não deu chances para o garoto. Fez as duas maiores notas e o maior somatório do campeonato. Herdy estará logo na elite.

Jadson André – 33º lugar: Vive uma grande fase. Reestreou no CT após um título e dois vices no QS. E só não repetiu as boas atuações, porque, na minha opinião, estava mais ansioso do que o habitual. Escolheu mal as ondas, ficou atrás no placar na maioria do tempo e faltou calma para achar o caminho da virada.

Caio Ibelli – 33º lugar: Ficou longe das competições durante praticamente um ano e está se readaptando. Foi um dos 4 eliminados na repescagem. Foi vice-campeão em Bell’s Beach em 2017 e deve se recuperar a partir da 2ª etapa da temporada.

@thiago_blum