Deu Japão em Bali
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Deu Japão em Bali

Vitória de Kanoa Igarashi 'bagunça' corrida pelo título mundial

Thiago Blum

26 de maio de 2019 | 14h29

Stephanie Gilmore e Kanoa Igarashi – campeões da 3ª etapa do mundial da WSL

Causa estranheza olhar para o ranking após a etapa de Bali.

Nenhum brasileiro nas duas primeiras posições.

‘Apenas’ 2 no top 5.

Cadê o bicampeão mundial?

Pois é, confesso: fiquei mal acostumado com a supremacia verde e amarela dos últimos tempos.

O evento na Indonésia serviu como mais uma prova de que 2019 vai ser bem eclética, equilibrada e com vários nomes chegando nas fases decisivas.

Kanoa Igarashi venceu a 3ª etapa e assumiu a vice-liderança do ranking

E não foi só a vitória inédita de um japonês na elite, que ‘bagunçou’ a corrida pelo título.

Kanoa Igarashi levantou a taça com todos os méritos, mas também contou com tropeços inesperados para ganhar 8 posições e chegar na vice-liderança, atrás do havaiano John John Florence.

Dos 5 melhores do ano antes de Keramas, 4 foram eliminados ainda no round 3.

Quem havia começado mal a temporada, aproveitou para escalar a classificação.

Kelly Slater eliminou até Filipe Toledo nas direitas de Keramas

Kelly Slater foi o melhor exemplo. Ele nunca pode ser descartado.

Foi tirando os adversários da frente com a classe eterna e por pouco não fez a final.

O que aconteceu com Jeremy Flores, que tomou conta do pico quando os tubos apareceram.

Depois de colocar todos os representantes além da repescagem, o Brasil ficou fora de uma decisão após várias etapas.

3º colocado, Michael Rodrigues foi o melhor brasileiro no campeonato. Melhor resultado dele na carreira.

Abaixo, a análise detalhada das nossas performances.

Jadson André – 17º lugar – Foi o Jaddy de sempre. Surfou bem, mas acabou eliminado numa disputa equilibrada contra o australiano Julian Wilson. Tá na hora do potiguar quebrar a barreira da 3ª fase. Jadson vai para a próxima etapa como 31º do ranking

Yago Dora – 17º  lugar – Craque dos aéreos, tentou vencer o compatriota Michael Rodrigues nos voos. Estratégia que não deu certo. Deveria ter buscado outras linhas para alcançar as notas. Yago está em 19º no geral

Michael Rodrigues

Deivid Silva – 17º lugar – Deu mais uma demonstração que não chegou na elite por acaso. Caiu diante de Wade Carmichael por diferença de 19 centésimos. DVD está em 19º lugar

Ítalo Ferreira – 17º lugar – Ficou milhas de distância daquele cara que venceu a etapa em 2018. Foi mal tecnicamente e na estratégia diante de Jack Freestone. O australiano tinha duas notas, Ítalo demorou para reagir e quando surfou, não foi bem. Com a derrota precoce, caiu de 2º para 3º no geral

Willian Cardoso – 17º lugar Adora as ondas de Keramas e fez o que devia. Faltou sorte – Jeremy Flores achou um tubaço faltando 10 segundos. Panda caiu 5 posições na tabela e está em 15º

Caio Ibelli – 17º lugar Fez um dos confrontos caseiros na 3ª fase. E nas condições do mar, era quase impossível bater Filipe Toledo. Foi completar uma onda no finalzinho, com uma manobra ‘Superman’ cheia de estilo. Está em 31º lugar

Gabriel Medina – 17º lugar Depois de ver John John e Ítalo serem eliminados, poderia aproveitar a brecha. Mas o italiano Leonardo Fiovaranti escolheu as maiores do duelo e venceu de virada no fim. O resultado fez o bicampeão descer para 10º na classificação

Peterson Crisanto – 17º lugar Caiu diante do campeão da etapa. Está em 19º no ranking

Jesse Mendes – 9º lugar Foi responsável por uma das vitórias mais faladas do evento. Quebrou nas direitas para tirar Jordy Smith. mas em seguida foi mais um brazuca vítima de Kanoa Igarashi. Ganhou 4 posições e está em 26º

Filipe Toledo durante o duelo épico contra Kelly Slater

Filipe Toledo – 5º lugar – Craque de sempre. Fez as maiores notas em grande parte da etapa. Parou em Kelly Slater, na bateria mais esperada dos últimos anos. Continua na 4ª posição no geral

Michael Rodrigues – 3º lugar – Sem patrocínio de bico da prancha, M-Rod precisava de resultado. Tirou Yago Dora, Julian Wilson e Wade Carmichael. Chegou pela primeira vez numa semifinal e pulou para 14º no ranking

Stephanie Gilmore no trono de campeã em Keramas

No feminino, Stephanie Gilmore provou porque acumula 7 títulos mundiais.

Levou o torneio em banho maria, até chegar o dia das finais.

O mar cresceu, ficou clássico e a australiana desfilou.

Conseguiu o único 10 em Bali, levantou a taça e retomou a lycra amarela de líder.

A boa notícia para o Brasil foi a volta de Silvana Lima às competições.

E com bom resultado.

Estreou na temporada eliminado a americana Caroline Marks, ex-líder do circuito.

A cearense guerreira terminou em 5º lugar e está em 15º na classificação geral.

Tatiana Weston-Webb foi eliminada ainda na oitavas e despencou para o 10º lugar.

Próxima parada do tour: Margaret River, Austrália, a partir desta terça-feira.

O Brasil só venceu lá uma vez, com Adriano de Souza em 2015.

The Box, North Point e Main Break.

Três picos desafiadores, com ou sem a presença dos tubarões, que também adoram o sudoeste australiano.

por @thiago_blum

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