Briga pelo título… mas e os outros?
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Briga pelo título… mas e os outros?

Etapa de Portugal é decisiva para quem quer seguir na elite em 2020

Thiago Blum

15 de outubro de 2019 | 13h02

Ítalo Ferreira defende o título da etapa de Portugal – foto: WSL

Gabriel Medina, Filipe Toledo ou Ítalo Ferreira?

Quem vai ser campeão mundial?

Um tema recorrente, comentado desde o início da temporada.

E debatido ainda mais nesta semana, com a largada do ‘MEO Rip Curl Pro’, penúltima etapa da WSL.

Mas fica outra pergunta: e o resto do time verde e amarelo?

Caio Ibelli – foto: WSL

Pois é. Falamos muito pouco deles.

Sabe por que ?

Não nos deram muitos motivos.

Confesso que esperava mais dos ‘não-protagonistas’.

Pra se ter uma ideia, sem contar o trio que briga no topo, o Brasil só chegou duas vezes na semifinal.

E marcou presença nas quartas em apenas outras 4 ocasiões.

Desempenho abaixo do esperado para o país que domina o esporte.

Michael Rodrigues – foto: WSL

Mas chegou a hora.

A etapa de Portugal que começa amanhã, será decisiva nas pretensões de quem quer se manter na elite da WSL em 2020.

Então, vai aqui, uma análise um a um, dos outros 9 representantes  brasileiros no tour.

A maioria está próxima da linha de corte para a reclassificação.

3 começam a etapa de Peniche entre os 22 melhores.

Deivid Silva – 18º lugar: Estreante no WCT, atingiu as oitavas em 5 etapas, e apenas na França foi eliminado ainda na repescagem. Um bom resultado nas ondas portuguesas praticamente o garante na elite no ano que vem. Além disso, está entre os 10 melhores no ranking da divisão de acesso.

Willian Cardoso – 20º lugar: Campanha parecida com a de Deivid. Foi regular, mas não avançou como aconteceu em 2018, quando foi até campeão no evento realizado em Uluwatu.

Yago Dora – 22º lugar: Justamente no limite da reclassificação, Yago só teve um resultado expressivo. Chegou na fase final da etapa na piscina do Surf Ranch e terminou em 5º lugar. Mas não tem com que se preocupar, já que se garantiu para 2020 por estar em 2º na corrida do WQS.

Yago Dora – foto: WSL

Outros 4 nomes correm risco de “rebaixamento” para a temporada seguinte.

E precisam de bons desempenhos em Portugal e no Havaí.

Caio Ibelli – 23º lugar: Primeiro reserva do tour, Caio disputou todas os eventos como “alternate”. Aproveitou a oportunidade duas vezes – foi 3º em Margaret River e 5º em Teahupoo. Mas ficou nisso e não chegou mais sequer nas oitavas.

Michael Rodrigues – 26º lugar: Assim como Caio, a irregularidade foi a marca de M-Rod até agora. Fez uma excelente apresentação em Keramas quando só parou na semi. Além disso, foi às oitavas uma vez. No resto, eliminações precoces nas fases iniciais.

Peterson Crisanto – 28º lugar: Na minha opinião, a campanha de Petersinho está dentro do que eu esperava. Não é fácil ser um estreante no WCT. Conhecer os picos e encontrar a maneira certa de competir são apenas alguns obstáculos na “vida nova”. Foram 3 oitavas de final em 9 campeonatos, e apenas duas eliminações ainda na repescagem.

Jesse Mendes – 29º lugar: Ao contrário de Crisanto, Jesse já conhecia o modelo. Das 9 etapas disputadas, em 5 terminou na 3ª fase. Chegou nas oitavas duas vezes. Pouco para quem tem tanto talento.

Willian Cardoso – foto: WSL

Fecho esse resumo com 2 dos mais experientes.

Que por motivos distintos, estarão de volta em 2020.

Jadson André – 31º lugar: Jaddy teve um ano, no mínimo, diferente. Voltou para o WCT, de onde aliás nunca deveria ter saído. Mas foi no WQS que ele brilhou. Fez finais em 3 eventos seguidos, assumiu a liderança do ranking de acesso e desde a metade da temporada já sabia que iria se reclassificar. Talvez por isso, inconscientemente o corpo não tenha respondido nos torneios da elite. Ou quem sabe, ele só curtiu 2019 para arrebentar no ano que vem. A verdade é que no Tahiti – onde ele se sente em casa e adora as bombas –  Jadson conseguiu o melhor resultado, o 5º lugar.

Adriano de Souza – 35º lugar: 2019 foi complexo para o capitão do time verde e amarelo. Um ano de olhar pra si mesmo, ter paciência, recuperar corpo e espírito. Mas até que deu pra curtir um pouquinho. Por causa de uma cirurgia no joelho, Mineirinho perdeu as 4 primeiras paradas do calendário. Voltou a competir no Rio, onde foi recebido pela torcida como merece. Na África do Sul, repetiu a 17ª posição. Mas no Tahiti mostrou porque é um campeão mundial. Botou pra baixo e pra dentro em condições clássicas e terminou em 5º. Em seguida, voltou a sentir a lesão, que o tirou de novo do resto da temporada. Pelo regulamento usual da WSL, deve ficar com uma das vagas para lesionados no ano que vem.

Jesse Mendes – foto: WSL

Bom… nesta quarta, os olhos se voltam para as ondulações da praia de Supertubos.

Os brasileiros adoram as direitas e esquerdas de Peniche.

Ítalo Ferreira defende o título conquistado ano passado.

Gabriel Medina venceu em 2017 e pode garantir o caneco da temporada por lá,  com uma combinação de resultados.

Filipe Toledo foi campeão em 2015 e pretende levar a disputa para Pipeline, em dezembro.

É briga de gigantes.

Não é possível falar em favoritismo.

Mas aposto em mais uma vitória brasileira!

por @thiago_blum