Felipe Cesarano é indiciado por homicídio doloso
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Felipe Cesarano é indiciado por homicídio doloso

Carioca gastou cerca de R$ 900 em bebidas alcoólicas no dia do acidente de trânsito que matou uma pessoa

Thiago Blum

08 de fevereiro de 2021 | 22h45

Ao lado de Carlos Burle, Pedro Scooby, Lucas Chumbo e Maya Gabeira, Felipe “Gordo” Cesarano é nome certo quando o mar fica gigante.

Um dos principais nomes do surfe brasileiro.

Mas agora, o carioca enfrenta um problema bem maior do que as ondas que está acostumado a dropar ao redor do mundo.

No dia 16 de dezembro do ano passado, ele voltava pra casa quando perdeu o controle de seu carro e bateu de frente com outro veículo.

No acidente – na Auto Estrada Lagoa Barra – o surfista atravessou o canteiro de divisória das pistas, entrou na contramão e colidiu com o carro de Diego Gomes da Silva.

O sargento da Marinha, de 36 anos, morreu na hora.

De acordo com a polícia, Cesarano dirigia a mais de 140 quilômetros por hora.

E também houve comprovação que ele estava embriagado.

Cesarano, que chegou a ser preso em flagrante e liberado após a audiência de custódia, foi indiciado por homicídio com dolo eventual – quando se assume o risco de matar.

Segundo a polícia, ele é uma ameaça ao dirigir.

O ‘big rider’ estava com a carteira de habilitação suspensa desde 2016 e tinha 124 multas, 88 delas por excesso de velocidade.

Após o flagrante, “Gordo” afirmou aos policiais ter participado de uma festa.

O laudo da análise do exame alcoólico – que comprovou a embriaguez – revelou que o atleta ria e falava de forma repetitiva e confusa durante o procedimento.

O delegado do caso disse que Felipe alegou ter tomado apenas cervejas.

Mas as comandas mostram compras também de vodka.

A investigação concluiu que o surfista gastou aproximadamente R$ 900 em bebidas alcoólicas no dia do acidente.

Felipe Cesarano responde ao crime em liberdade.

por @thiago_blum

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