Ítalo bicampeão em Portugal
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Ítalo bicampeão em Portugal

Potiguar tira 10 na final e assume a liderança do ranking

Thiago Blum

26 de outubro de 2019 | 15h01

Ítalo Ferreira voa alto para o 2º título seguido em Peniche – foto: WSL

Demorou… mas as boas ondas voltaram em Peniche.

Sol e praia lotada durante todo o sábado.

Cenário perfeito para as finais do ‘MEO Rip Curl Pro’.

Mas a festa só poderia mesmo ser completa com mais um show brasileiro.

O protagonista?

Ítalo Ferreira.

foto: WSL

Atirado, ousado e preciso nos aéreos, o potiguar fez as notas mais altas e dominou as disputas do último dia na praia de Supertubos.

Nas quartas de final, despachou o australiano Jack Freestone com 18,40 pontos  no somatório.

Em seguida, confronto “nacional” e equilibrado diante de Caio Ibelli. Virada nos minutos finais e diferença de apenas 0,57 no placar.

Aí, na final – a 4ª dele em 2019 no circuito da WSL – nada de sustos… só espetáculo.

Logo na primeira onda, um mega full-rotation de backside garantiu o único 10 do evento.

Em seguida, uma nota 8,43 para deixar o sul-africano Jordy Smith desnorteado.

Bicampeonato indiscutível na etapa portuguesa.

Com direito a um tremendo bônus.

Ítalo Ferreira ganhou três posições, tirou a liderança do ranking das mãos de Gabriel Medina e vai para a última parada da temporada no Havaí com a lycra amarela de líder do mundial.

Além deles, Jordy Smith e Filipe Toledo – que foi eliminado nas quartas de final em Portugal – vão para Pipeline com chances de conquistar o título.

Confira como ficou o ranking:

  1. Ítalo Ferreira – 51.070 pts
  2. Gabriel Medina – 50.005 pts
  3. Jordy Smith (AFS) – 49.985 pts
  4. Filipe Toledo – 49.145 pts
  5. Kolohe Andino (EUA) – 44.665 pts
  6. Kanoa Igarashi (JPN) – 40.185 pts

Vale lembrar: tem outra briga em jogo.

Os 2 melhores brasileiros no fim da temporada, irão representar a bandeira verde e amarela nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020.

Peterson Crisanto – foto: WSL

Com boas campanhas no fim da perna europeia, Caio Ibelli e Peterson Crisanto também escalaram o ranking.

Semifinalista, Caio subiu para o 16º lugar, muito perto da reclassificação para a elite em 2020.

Petersinho terminou em 5º – melhor resultado do paranaense no tour – e pulou 6 posições. Está em 22º o geral, exatamente a última colocação na zona de corte para o WCT do próximo ano.

Os melhores do mundo tem agora mais de 40 dias de break.

O Pipeline Masters começa dia 8 de dezembro, na bancada mais mítica do esporte das ondas.

Filipe Toledo parou nas quartas e caiu para o 4º lugar no ranking – foto: WSL

O título mundial das mulheres também será decidido no Havaí, só que em Honolua Bay, na ilha de Maui.

Isso porque Carissa Moore, que poderia garantir o tetra em Peniche, parou na semifinal, justamente diante de Lakey Peterson, 2ª colocada do ranking.

Na decisão 100% americana, Lakey foi derrotada pela jovem Caroline Marks.

Tatiana Weston-Webb – foto: WSL

Tatiana Weston-Webb chegou na semifinal.

Confira como ficou a corrida pelo caneco no feminino.

  1. Carissa Moore (HAW) – 58.600 pts
  2. Lakey Peterson (EUA) – 55.125 pts
  3. Caroline Marks (EUA) – 53.410 pts
  4. Sally Fitzgibbons (AUS) – 48.950 pts
  5. Stephanie Gilmore (AUS) – 44.555 pts
  6. Courtney Conlogue (EUA) – 41.080 pts
  7. Tatiana Weston-Webb – 38.085 pts

Eliminada nas oitavas, Silvana Lima permanece na 12ª colocação.

por @thiago_blum

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