Mais um golaço do bicampeão
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Mais um golaço do bicampeão

Phil Rajzman abre escola de surfe em Búzios

Thiago Blum

22 de janeiro de 2021 | 19h45

foto: Mário Nardy / divulgação

A Região dos Lagos, no litoral norte do RJ, é cheia de boas ondas.

E de muito surfe, claro.

Quem mora em Búzios ou pode seguir viagem até lá, tem a oportunidade de encontrar o craque dos pranchões.

E fazer aulas na nova escola ‘Phil Rajzman Surf Experiences’, criada pelo bicampeão mundial (2007/2016), em parceria com o atleta profissional Hugo Netto.

O próprio Rajzman, 38 anos, começou a sua carreira em escolinhas.

Aos três anos já pegava jacaré agarrado ao pescoço do pai – o ex-jogador profissional e medalhista olímpico de vôlei, Bernard Rajzman.

“Aos sete anos entrei para a escolinha de um dos maiores nomes do surfe brasileiro, o empresário Rico de Souza, que me apadrinhou. É um esporte muito complexo, onde se lida com a natureza, e uma série de fatores: corrente, vento, fundos de pedra e de areia. Aprender e evoluir no esporte é uma constante e é bom ter um mestre, que dê o direcionamento certo, independentemente, do nível de surfe que a pessoa tenha”.

foto: Mário Nardy / divulgação

O objetivo é ajudar crianças e adultos a terem este contato com o mar de uma forma segura.

“E que os alunos possam entender, também, que o surfe não é só ficar em pé na prancha, mas também tem regras para que sua prática seja segura”.

Essa é a primeira escola do bicampeão.

Mas como professor, Rajzman tem vasta experiência. Começou a dar aula voluntária de surfe com 14 anos na própria escola do Rico de Souza.

Também é padrinho dos projetos ‘Surf no Alemão’, de Wellington Cardoso, que atende crianças e adolescentes da comunidade do Morro do Alemão no Rio de Janeiro, e ‘Xavi Surf School’, de Jericoacoara, no Ceará.

Na escola, não atuará diretamente como professor, mas participará das aulas como orientador e também das rodas de conversas para transmitir suas experiências.

“A escola tem instrutores de alto nível. Atletas profissionais com curso da ISA – International Surfing Association. A minha participação junto aos alunos será de, em datas específicas, reuni-los para um bate-papo para tirar dúvidas. Curto transmitir conhecimento e já faço isso há anos. Quando ensinamos aprendemos muito”.

foto: Mário Nardy / divulgação

A parceria de Rajzman e Netto não é de agora.

O atleta da elite mundial de surfe hospeda em sua casa, em Búzios, pessoas de várias partes do mundo durante suas clínicas e cursos, mas como não conseguia atender toda a demanda acabava sempre direcionando os interessados para o curso de Netto.

Daí nasceu a escola.

A cada indicação, a verba era revertida para aulas de crianças de baixo poder aquisitivo.

Este ano, a dupla, então, resolveu evoluir nessa parceria.

“Não tenho nenhuma intenção de lucro. Um dos objetivos principais da criação da escola é que a renda seja destinada a um projeto social local, a princípio aulas de surfe para os filhos e demais familiares dos salva-vidas.  São crianças de famílias humildes que já participaram, sem nenhum custo, dos eventos que promovo anualmente, como o ‘Surf Experiences’, conta o atleta. “E trabalhar com Hugo é um grande prazer, pois é uma pessoa que pensa muito no coletivo.”

Aos 33 anos, Hugo Netto, que surfa desde os 18 e começou a competir no profissional em 2017, retribui: “Fazer parceria com Phil foi perfeito. Juntos vamos conseguir colocar em prática o nosso desejo de fazer cada vez mais trabalhos sociais”.

foto: Mário Nardy / divulgação

As aulas acontecem na parte central da praia de Geribá, ponto estratégico porque normalmente é o lugar que tem maior frequência de ondas.

“Temos a possibilidade de caminhar para um dos cantos da praia, de acordo com a necessidade e encontrar um lugar ideal para o aluno desenvolver o seu surfe, seja ele iniciante, intermediário ou avançado”, explica Phil, que leva na bagagem também o bicampeonato Pan-Americano (2007/2009).

Conforme o projeto for crescendo, a ideia é oferecer aos alunos, além das aulas, palestras com nomes de destaque do surfe nacional e fazer tour por outras praias para que conheçam tribos diferentes.

“Pretendemos ampliar os horizontes. A ideia também é que os professores se reciclem com cursos novos, por exemplo, de primeiros socorros. Os surfistas têm um papel fundamental junto aos salva-vidas, muitas vezes chegando antes para salvar uma pessoa em risco”.

por @thiago_blum

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