Não deu para o Brasil
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Não deu para o Brasil

Jadson e Camarão ficam pelo caminho; italiano vence o QS 10 mil de Sydney

Thiago Blum

13 de março de 2020 | 07h58

Leonardo Fioravanti (ITA) comemora o título em Manly Beach, Sydney – foto: Ethan Smith / WSL

Em meio ao gosto amargo do cancelamento de vários campeonatos do circuito mundial, terminou nesta sexta o ‘Sydney Surf Pro’, evento mais importante do calendário 2020 da WSL até agora.

E por  uma certa ironia, o título do QS 10 mil de Manly Beach foi para… a Itália.

Justamente o país mais afetado no momento pelo avanço do coronavírus.

Correndo por fora, Leonardo Fioravanti atropelou os australianos e ficou com a taça.

Na decisão, ele bateu Matt Banting, virando a bateria com um aéreo a 20 segundos do final.

Fioravanti, com a manobra que garantiu o título – foto: Ethan Smith / WSL

Assim como em 2019, Jadson André foi o melhor brasileiro da etapa.

Depois de liderar 90% do confronto das quartas de final diante do local Ethan Ewing, viu o adversário fazer uma nota acima de 9 e virar a disputa nos minutos decisivos.

Terminou em 5º lugar e somou 5000 pontos no ranking da divisão de acesso.

Thiago Camarão também competiu no último dia.

Perdeu para Matt Banting nas oitavas e fechou o torneio em 9º lugar.

Fioravanti, campeão da etapa, e Matt Banting, novo líder do WQS 2020 – foto: Ethan Smith / WSL

Depois de 15 etapas, a classificação do WQS ficou assim, com 2 brazucas entre os 10 melhores:

  1. Matt Banting (AUS) – 13.500 pts
  2. Nat Young (EUA) – 10.448 pts
  3. Leonardo Fioravanti (ITA) – 10.300 pts
  4. Shun Murakami (JPN) – 9.310 pts
  5. Ryan Callinan (AUS) – 9.000 pts
  6. Wiggolly Dantas – 8.700 pts
  7. Jadson André – 8.500 pts
  8. Liam O’Brien (AUS) – 8.500 pts
  9. Alonso Correa (PER) – 8.173 pts
  10. Michael Dunphy (EUA) – 8.100 pts

Carissa Moore (HAW) levantou a taça no feminino – foto: Ethan Smith / WSL

Na chave feminina, ela disse que iria se afastar das competições.

Mas Carissa Moore foi, viu, arrebentou e saiu de Sydney com o caneco.

O 3º título dela em Manly veio numa decisão equilibradíssima entre campeãs mundiais.

A havaiana venceu a australiana Tyler Wright por ‘ridículos’ três centésimos de diferença.

Placar: 11,00 a 10,97.

Com a 3ª colocação, a costa-riquenha Brisa Hennessy manteve a liderança da temporada.

Carissa Moore (HAW) – foto: WSL

Ainda tem um suspiro de surfe por aí…

Antes da parada total pro causa do surto global, a corrida pelo WQS ainda respira.

Até domingo rola nos Estados Unidos o ‘Ron Jon Quiksiver Pro’, em Shepard Beach Park – Cocoa Beach, local de nascimento de Kelly Slater, maior nome do esporte.

Dois brasileiros estão no round 3 e seguem na briga pelos 1500 pontos destinados ao campeão : Alex Lima e Edgard Groggia.

Groggia aliás, foi o grande nome da quinta-feira na Flórida.

O paulistano radicado na Baixada Santista tirou as duas melhores notas do dia – um 8 e um 9 – e fez o maior somatório do campeonato até então.

Quem sabe não rola um título em verde e amarelo antes da pausa indeterminada anunciada pela WSL?

Edgard Groggia voando rumo ao round 3 em Cocoa Beach – foto: John Ferguson / WSL

Enquanto isso… no Tahiti

O ‘Papara Pro Open’ sequer deu a largada para os homens.

Mas rolou até o fim para as meninas.

Bettylou Sakura Johnson faturou os 1000 pontos no ranking, ao vencer a decisão 100% havaiana diante de Luana Silva.

Pronto… para elas foi – pelo menos até o fim de março – o último toque da sirene.

Agora, resta aos melhores do mundo, esperar pelos próximos passos da liga.

E torcer para a loucura que tomou conta do mundo por causa do Covid-19 se dissolva.

Confesso que ficar sem as batalhas dos melhores nas ondas do mundo dá um grande vazio.

por @thiago_blum

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