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Yago Dora e Peterson Crisanto desembarcam em cima do laço no Havaí

Thiago Blum

09 de dezembro de 2020 | 01h11

Yago Dora a caminho do Havaí – foto: reprodução / @yagodora

Dois brasileiros da elite.

Duas histórias diferentes.

Mas muito parecidas.

Que por pouco, não terminam com 2 representantes da seleção verde e amarela fora do ‘Billabong Pipeline Masters’, etapa que abre o calendário 20-21 da World Surf League para os homens.

A jornada de Yago Dora do Brasil até o Havaí quase foi interrompida por causa do grande mal do ano.

O número 22 do mundo foi pego pela Covid-19.

Além do susto e do combate à doença, precisou torcer e correr contra o tempo.

O relato da complicada jornada veio via Instagram.

“No dia 26 de novembro iniciei minha viagem de Florianópolis em direção ao Hawaii. Um dia antes, fiz um teste PCR de Covid para ter certeza que não estava contaminado antes de embarcar. O resultado voltou NEGATIVO. Parecia estar tudo certo para a viagem, porém no dia 27 de manhã quando cheguei no aeroporto de Dallas (EUA), onde somos solicitados a fazer outro teste para poder embarcar para o Hawaii e evitar os 14 dias de quarentena exigidos pelo governo. N este teste infelizmente meu resultado voltou POSITIVO, e desde então fiquei isolado em um quarto de hotel, tentando milhares de maneiras de conseguir chegar a tempo do Pipe Masters, que é o evento mais especial de todo o circuito pra mim e o primeiro evento da temporada 2021. Por sorte eu não sinto nenhum sintoma da doença. Ontem tive uma consulta médica depois do décimo dia isolado e estou liberado do isolamento. Porém, para embarcar para o Hawaii é preciso testar negativo para Covid (repeti alguns testes durante estes 11 dias e não consegui um NEGATIVO), ou conseguir uma carta de isenção de quarentena do governo havaiano. Depois de muito esforço e muita fé, com o auxílio do meu time, da WSL,WPS e de uma equipe médica, hoje (8) conseguimos a isenção e estou embarcando para o Hawaii! Um dia antes do início do evento! Não tenho palavras para agradecer todos os envolvidos nessa batalha de 11 dias muito intensos❤️.”

Ufa… Yago não será desfalque.

E Peterson Crisanto também não.

Peterson Crisanto, livre para competir no Havaí – foto: reprodução / @peterson_crisanto

O drama de Petersinho não foi de saúde, mas teve a ver indiretamente com o coronavírus.

O caos mundial causado pela pandemia, atrapalhou e atrasou vários serviços.

Principalmente os burocráticos.

E o 21º colocado do ranking de 2019 quase ficou sem visto americano para embarcar.

Deu tudo certo e ele já está dropando as bombas do arquipélago.

Mas antes de embarcar, desabafou.

Em março, já antecipando a expiração do meu visto americano em novembro, iniciamos o processo de renovação. Com a pandemia, a embaixada fechou, e meu agendamento ficou para depois. Achávamos que a coisa iria normalizar em poucos dias, afinal a quarentena era pra ser rápida. A embaixada ficou fechada até novembro e com isso uma saga começou. Em julho informamos a WSL desta situação pela primeira vez, pois acreditávamos que a organização poderia me auxiliar. Não imaginava que ficaria em situação crítica, afinal meus empresários e a liga que administra o circuito mundial já estavam trabalhando em cima disso, ainda com a ajuda de uma empresa canadense especializada no assunto. Quinze dias antes da retomada do tour, recebemos um e-mail dizendo que possivelmente não conseguiríamos o visto a tempo. Pronto… naquele momento passou um filme na minha cabeça. Foi foda! O que seria da minha pontuação no ranking, compromisso com meus fãs, meus amigos mandando mensagens perguntando quando eu embarcava, aquela pressão interna. Sem contar os patrocinadores, expectativa de voltar a competir, ver a galera do tour novamente. Haja saúde emocional para tudo 😓 Mas essa terça (01/12), tudo começou a fluir. Quando estava surfando em Balneário Camboriú e o Matheus Navarro me tirou da água a força. Tinha novidades e eu precisava checar meu e-mail, pois havíamos conseguido uma entrevista no dia seguinte, 8hrs da manhã no RJ. Começaram a ver os vôos, logística, documentação para chegar na embaixada. Tomei banho e corri para o aeroporto. Por fim, quando cheguei no endereço para entrevista, o prédio inteiro sem luz! Pqp… hahaha no fim deu certo. Nunca vi tanta gente tentando ajudar, vocês foram incríveis, grato pela força! Sem palavras”.

Ufa de novo!

O time mais forte do CT está completo.

Adriano de Souza – foto: WSL

E se o capitão Adriano de Souza se recuperar da lesão que sofreu no joelho, os 11 titulares vão estar no line-up para botar pra dentro nos cilindros de Pipeline.

Ah… numa troca de mensagens rápidas, Adriano me disse que o joelho “tá indo”.

Vai dar certo, Mineiro!

@por thiago_blum

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