O efeito Medina
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O efeito Medina

Depois da perna europeia, brasileiro está com uma mão e meia no bicampeonato mundial

Thiago Blum

24 Outubro 2018 | 14h58

Já virou quase uma tradição.

No segundo semestre, pouca gente pode com ele.

Ano após ano, Gabriel Medina acelera fundo nas etapas finais do calendário da WSL.

E a história se repete, com uma diferença crucial.

Ao contrário de temporadas passadas, quando a reação veio tarde, em 2018 o camisa 10 já havia feito um primeiro semestre regular. E aí, com o pé embaixo a partir do Tahiti, o caminho para o título foi se abrindo quase que naturalmente.

Como o adversário, Filipe Toledo surfou como se esperava nas duas etapas que Medina levantou o troféu. Foi competidor ao extremo, fez jus à camisa amarela de número 1 do mundo e conseguiu bons resultados em Teahuppo e na estreia da piscina no circuito.

Mas as melhores ondas escaparam na Europa.

E as eliminações precoces na França e Portugal podem ter adiado o sonho de Filipinho. Só uma questão de tempo… se ele não der o troco no Havaí, é bom que fique claro.

Mas aposto em Medina.

Ok… apostar agora, depois de 2 troféus e duas semifinais na sequência, parece mesmo uma opção mais do que óbvia.

Não acredito no bicampeonato mundial apenas por causa da vantagem que ele vai levar para Pipeline na briga direta com Filipe e Julian Wilson.

E sim pela capacidade que ele tem de transformar momentos de estresse em foco absoluto, com pitadas de diversão, somadas a categoria e superioridade inigualáveis.