O que o americano tem? E o que ele não tem!
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O que o americano tem? E o que ele não tem!

Kolohe Andino lidera o mundial e ameaça mais um título para o Brasil

Thiago Blum

24 de julho de 2019 | 16h36

Os Estados Unidos estão em busca de um novo campeão.

E faz tempo!

No surfe, o Havaí é considerado “um país”.

E se não colocarmos o ‘ET’ Kelly Slater na conversa, a turma do ‘Tio Sam’ não vê um caneco no fim da temporada há 29 anos, desde o tri de Tom Curren em 1990.

Ok, teve CJ Hobgood em 2001, mas esse ninguém conta de verdade, acredito que nem mesmo ele.

Já que no ano do ataque terrorista que atingiram as Torres Gêmeas em NY, o circuito parou na metade.

CJ era “por acaso” o líder e herdou a honraria.

CJ Hobgood, o “campeão”de 2001

Pois é. São alguns poréns. Mas de fato, eles estão carentes.

Rob Machado, Brad Gerlach e Taylor Knox competiram na época de Kelly e viraram coadjuvantes de gala.

Mais tarde, Dane Reynolds seria o cara… mas desistiu das competições.

Brett Simpson? Nat Young? Os irmãos Gudauskas?

Ninguém! Só Slater mesmo… e os havaianos.

Kolohe Andino: atual líder da temporada

Kolohe Andino começou a aparecer no circuito mundial em 2010, justamente na reta final dos 11 títulos de Kelly Slater.

E logo chamou minha atenção.

Afinal, havia me acostumado a ouvir o nome super-rimado de Dino Andino.

Destaque nas competições americanas, o pai de Kolohe até chegou a disputar etapas da elite, mas com pouco sucesso.

Dino Andino: França, 1993

O sobrenome voltou à cena… e com bem mais peso.

E agora, pela primeira vez (sem contar KS, lógico), os americanos voltam a liderar o ranking da WSL.

Mas será que Kolohe Andino é mesmo o dono do tão sonhado fim do tabu?

Ele vai aguentar a pressão de vestir a lycra amarela e carregá-la durante as etapas que restam na temporada?

Aposto no NÃO… e explico.

Surfe ele tem, isso é fato.

Tem sido regular nas baterias e alcançado bons resultados seguidos, o que normalmente não acontece.

Mas falta VENCER um etapa.

Kolohe tem 5 finais no WCT, duas nesse ano… e 5 vices.

NENHUM TÍTULO!!

Uma espécie de barreira, aquela falta de “pegada” que atrapalha qualquer competidor de alto rendimento.

Pesada numa corrida apertada e cheia de candidatos.

Sem qualquer tipo de patriotismo, mas Kolohe só tira o troféu de 2019 das mãos de um dos brasileiros, se SUBIR NO LUGAR MAIS ALTO DO PÓDIO em pelo menos um dos 5 eventos que faltam no calendário.

Em ondas que com a ausência de John John Florence, quase sempre são dominadas por Gabriel Medina, Filipe Toledo ou Ítalo Ferreira.

Nas bombas do Tahiti, onde Medina é o principal favorito, ele vai bem e chegou pelo menos nas quartas de final nos últimos 3 eventos.

Na piscina, onde Medina e Filipinho sobraram em 2018, ele ficou em 9º.

Na França, em Portugal e em Pipeline, Kolohe já fez semifinais.

Alguns desses resultados o levaram ao 4º lugar no final de 2016, sua melhor posição.

Ano passado terminou apenas com a 11ª posição.

Andino sabe que precisa somar os 10 mil pontos de campeão pelo menos uma vez para manter o sonho de infância.

E de uma vez por todas assumir o cedro de “O AMERICANO DO CIRCUITO”.

por @thiago_blum

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