O que Teahupoo tem?
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

O que Teahupoo tem?

Etapa mais temida do calendário começa no dia 21

Thiago Blum

15 de agosto de 2019 | 19h28

Teahupoo – foto: @jadsonandre

“O corpo alcança o que a mente acredita!”

Foto e frase tirados do instagram comprovam: Jadson André está no paraíso.

Mas a paz do pôr do sol nem sempre combina com a energia produzida pelas ondas poderosas deste lugar.

Não é por acaso que a etapa do Tahiti é uma das mais aguardadas… e também temidas da WSL.

Teahupoo, Tahiti – foto: WSL

Teahupoo é ‘carinhosamente’ conhecida como ‘Praia dos Crânios Quebrados’.

Vacilar ali pode ser muito mais dolorido do que perder uma bateria ou o título.

Sobram histórias de lesões… e de quase mortes.

Em 2000, Neco Padaratz foi a vítima.

Depois de uma queda, o catarinense ficou preso nos corais e escapou por pouco.

A bancada de corais – foto: WSL

“Tomei uma onda na cabeça que me arrastou para as fendas entre os corais e fiquei com as pernas e a cordinha trancadas. Depois que passou a série, vi a claridade perto de mim, como se eu tivesse perto da superfície, mas não conseguia sair.”

Ano passado, a imagem de Filipe Toledo todo ralado assustou quem não está acostumado com o dia a dia das bombas do pico.

A recompensa por ter chegado bem antes da competição superou a dor.

Pela primeira vez Filipinho chegou nas semifinais do evento.

E o exemplo foi seguido.

Caio Ibelli na posição certa – foto: @caioibelli

Esse ano, Caio Ibelli, que nunca passou da repescagem por lá, foi um dos primeiros a chegar.

Em 22º no ranking, ele sabe que precisa ir bem na 7ª etapa do ano: “Aprendi muito sobre essa onda e espero que as horas que coloquei no mar possam me ajudar durante o evento.”

Respeito e admiração.

Jadson André entocado no cilindro azul – foto: @jadsonandre

Jadson André também já está lá faz um bom tempo.

Teahupoo é o lugar preferido do potiguar e se dependesse dele, todo o circuito seria disputado no Tahiti.

“Pra mim, uma das maiores satisfações de ter voltado pra elite é poder competir aqui novamente. É a onda que eu mais gosto no mundo inteiro. Eu sempre tive medo e ainda tenho, é a onda mais assustadora do mundo, muito pesada, muito perigosa. É bom sentir medo, por uma questão de respeito e segurança. Quando você perde a noção do medo, aí os acidentes acontecem. Ainda não consegui nenhum resultado forte no WCT esse ano e espero que seja aqui no Tahiti, o lugar que mais gosto no mundo.”

E a expectativa para quem chega no ‘infernal-paraíso’ pela primeira vez?

Deivid Silva descobrindo o sabor do paraíso – foto: @dvdsilva

Deivid Silva, estreante do time verde e amarelo na temporada ao lado de Peterson Crisanto, vai debutar numa competição em Teahupoo.

E ainda está na fase inicial de negociação com as fortes emoções provocadas pela bancada.

“A onda é muito pra baixo, o drop muito seco e muito rasa, totalmente diferente de todas as outras que estamos acostumados. Tem que ter muita coragem. Meu primeiro dia ali foi aquele frio na barriga. Tem que vir antes para treinar para superar o medo, porque não é fácil. E poder estar aqui todos os anos, do mesmo jeito que a gente faz com o Havaí, pra poder se sentir um pouco mais confortável.”

Foi assim com o bicampeão mundial.

Medina: Bicampeão mundial, bicampeão em Teahupoo – foto: WSL

De 2014 prá cá Gabriel Medina ganhou 2 títulos, além de 2 vices e uma semifinal.

Kelly Slater já levantou troféus ali várias vezes.

Jeremy Flores e Julian Wilson também subiram no pódio.

Mas o brasileiro é o favorito disparado.

Ainda mais com a ausência de John John Florence.

Pra quem assiste, é show de surfe!!!!

Contagem regressiva ativada.

O campeonato mais perigoso do ano vai começar.

Quer apostar?

por @thiago_blum

Tendências: