Para o Brasil, etapa de Pipeline vale título… e muito mais!
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Para o Brasil, etapa de Pipeline vale título… e muito mais!

Enquanto Ítalo, Gabriel e Filipe lutam pelo caneco, turma do meio da classificação precisa de resultado para se manter na elite

Thiago Blum

11 de dezembro de 2019 | 00h32

Ítalo Ferreira – foto: WSL

Que começo!

Sol… alto astral na areia… ondulação perfeita… ondas do jeito que eu me acostumei a ver nas revistas das décadas de 80 e 90.

Show de surfe!

16 baterias abriram o ‘Billabong Pipe Masters’, 11ª e última para do calendário da WSL.

E no fim da terça-feira, definidos os confrontos dos 32 atletas que seguem no evento mais tradicional e desejado do planeta-surfe.

Para o Brasil, saldo excelente.

Ítalo Ferreira, Gabriel Medina e Filipe Toledo – que disputam o título – mostraram concentração, categoria, raça e a superioridade que tem mostrado nos últimos eventos.

Gabriel Medina – foto: WSL

Passaram direto para o round 3, sem sustos.

Medina – atual campeão e finalista da etapa havaiana em 3 ocasiões – foi o brasileiro com as duas maiores notas do primeiro dia: 8,80 e 8,80. Com 17,30, fez o maior somatório entre todos os competidores. Uma atuação, apesar de esperada, que encheu os olhos.

Além do trio de elite, mais 5 brazucas vararam direto para o round de 32.

Jesse Mendes – foto: WSL

Peterson Crisanto foi o primeiro na bateria que tinha Jordy Smith, sul-africano que pode atrapalhar a festa verde e amarela na ilha de Oahu.

Deivid Silva, Willian Cardoso, Jesse Mendes e Caio Ibelli passaram com a 2ª posição.

Garantidos no WCT 2020 através do ranking da divisão de acesso, Jadson André e Yago Dora venceram baterias na repescagem e evitaram a eliminação precoce.

Michael Rodrigues – foto: WSL

A única baixa foi Michael Rodrigues, que se despediu da temporada e também da elite.

Em 24º no geral, ele precisava de resultado para se reclassificar para seu terceiro ano seguido entre os melhores do mundo.

Competiu de capacete para proteger um machucado que ganhou nos corais durante os treinos.

Teve raça e se jogou, mas não conseguiu.

John John Florence – foto: WSL

Retorno, show local e surpresa também fizeram parte da terça-feira em Pipeline.

De olhos nos Jogos Olímpicos de Tóquio e de uma conquista inédita em casa, John John Florence está de volta.

Se não tivesse perdido 5 torneios por lesão, com certeza ele estaria na lista dos candidatos ao caneco, ou até já com o tricampeonato assegurado.

Na frente de sua casa, ele vai disputar com o amigo, ídolo e admirador Kelly Slater, quem irá representar os Estados Unidos na olimpíada, ao lado de Kolohe Andino.

Kelly Slater – foto: WSL

KS vazou direto para a fase 3.

Depois de uma interferência na estreia, JJF precisou passar pela repescagem.

Nada anormal para quem ainda não está com o joelho 100% e ficou tanto tempo sem competir.

O ‘Pipe Masters’ sempre foi um campeonato diferente.

Principalmente porque ali, os locais crescem e aparecem além do habitual.

Ezekiel Lau – foto: WSL

Não por acaso, as duas melhores notas foram de havaianos.

Billy Kemper – campeão das triagens na segunda-feira – fez um 9,40 e deixou o líder do ranking Ítalo Ferreira na segunda posição.

Só que Ezekiel Lau foi ainda melhor.

Tirou um 9,73… e muita gente achou que valia 10!!!

Ah… tá faltando a zebra… afinal, ela sempre aparece.

Jeremy Flores – foto: WSL

Desta vez, atende pelo nome de Jeremy Flores.

Isso mesmo, um dos principais tube-riders do tour, único europeu campeão em Pipeline, ou melhor, bicampeão em 2010 e 2017.

O craque francês não conseguiu ficar entre os 2 melhores nas duas baterias que disputou.

Disse ‘au revoir’ após surfar só 6 ondas e conseguir apenas uma nota 7,10.

Pois é, Pipeline não perdoa… não admite erros, vacilos, ansiedade e desatenção.

foto: WSL

E olha é foi só o começo.

Tem muito tubo para rolar para os dois lados da bancada.

Façam suas apostas.

E Go for It!!!

por @thiago_blum

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