Pressão? Que pressão?
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Pressão? Que pressão?

Filipe Toledo aposta na tranquilidade para ficar com o inédito título mundial

Thiago Blum

26 de novembro de 2018 | 20h20

Não é preciso ver Filipe Toledo em ação para entender porque ele é um dos melhores surfistas do mundo.

Basta um bate-papo rápido, mesmo à distância.

Apesar da pouca idade, Filipinho mostra maturidade mesmo nos momentos decisivos.

Pode ser a paternidade precoce. A excelente criação familiar.

Mas a meu ver, o nome disso é profissionalismo.

De alguém que tem a certeza de estar fazendo a coisa certa.

A pouco mais de uma semana do início do Pipeline Masters – evento mais cobiçado do circuito e que mais uma vez vai definir o campeão mundial – ele treina e compete no Hawaii com a responsabilidade necessária de quem luta pelo título.

Mas sem abrir mão de aproveitar um privilégio para poucos: curtir, no melhor sentido da palavra, a ilha do surfe ao lado da família.

Filipe e o australiano Julian Wilson tem uma dura tarefa pela frente,

Tirar o bicampeonato das mãos de Gabriel Medina, que chega à reta final da temporada com boa vantagem.

Como fez em 2014, ano da primeira conquista de um brasileiro na principal divisão da WSL, Medina adotou o modo blindagem. Foco no máximo, nada de entrevistas. Deu certo há quatro anos, não era mesmo hora de mudar a estratégia.

Mas como disse, Filipe tá de bem com a vida.

Mesmo se o caneco não chegar.

Ele sabe onde errou… se é que errou.

Foram só 3 respostas. Mas como disse, não precisava muito mais para cravar que o caminho está trilhado.

E muito bem traçado.

TeA: Por ser o Pipe Masters e decisão do título, sua preparação mental e física vai ser diferente em relação às outras etapas?

FT: Pressão maior era quando estava na frente, agora será hora de caçar. Continuo no foco e em busca do meu sonho, só desistirei quando não houver mais chances. E ano que vem, será tudo de novo.

TeA: Você, Gabriel ou Julian. Quem vai estar mais pressionado?

FT: Eu não serei (risos). Sei do que preciso, e preciso de um tropeço deles pra continuar com meu sonho.

TeA: Com ou sem título, 2018 foi um grande ano para você. Quais os principais acertos e os erros que devem ser corrigidos na próxima temporada?

FT: Sem dúvida! Assim como 2015 também foi e cheguei decidindo o título aqui no Hawaii, esse ano será igual. Me sinto muito bem e feliz por ter esta oportunidade , pois sei que não é nada fácil chegar até aqui. Erros acontecem, mas vou me policiar cada dia mais para errar menos. São erros levados pelo emocional, que podem ser tranquilamente evitados.

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