Proibido vacilar
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Quem não briga pelo título, tem que lutar por pontos para seguir na elite

Thiago Blum

04 Setembro 2018 | 19h48

Surf Ranch: 8ª etapa do ano terá ondas perfeitas na piscina

Uma corrida pelo título para Filipe Toledo, Gabriel Medina e Ítalo Ferreira.

E uma batalha para muitos pela permanência na divisão especial do circuito mundial.

Fora os 3, só Willian Cardoso, em 9º, e Michael Rodrigues, em 13º, entram com rankings “tranquilos” na 8ª parada da elite da WSL.

Líder do ranking, Filipe Toledo conhece bem as ondas de Lemoore

A primeira etapa da história do WCT numa piscina começa quinta-feira, no badaladíssimo Surf Ranch ciceroneado por Kelly Slater, em Lemoore, na Califórnia.

Uma onda perfeita para os dois lados. Onde em tese, todo mundo vai andar bem.

E que será crucial para quem pretende se manter entre os melhores no ano que vem.

Até Adriano de Souza vai precisar de resultado para não ficar com a “faca no pescoço” na reta final.

Adriano de Souza ainda não chegou nas quartas nesta temporada

Campeão mundial de 2015, Mineirinho ainda não conseguiu passar do round 4 na temporada e está em 19º lugar.

Abaixodele, a coisa está realmente complicada para nossa seleção verde e amarela. Vale lembrar que só os 22 melhores se garantem em 2019.

Yago Dora e Tomas Hermes estão no limite.

Tomas Hermes não repetiu os bons resultados após o 3º lugar na abertura do circuito

Tomas começou o ano de estreia fazendo semifinal na Austrália. Só que depois, não conseguiu mais varar o round 3.

Despencou na classificação, está em 23º, mas tem surfe de sobra para ir longe na água doce.

Yago fez o caminho contrário. Começou tímido, mas aos poucos está soltando as garras.

No limite da classificação para 2019, Yago Dora precisa de bom resultado na Califórnia

Em 21º na corrida, sabe que vai ter que usar as manobras progressivas para se dar bem.

Se para eles a busca por vaga está difícil, o título deste post se encaixa perfeitamente para Jesse Mendes e Ian Gouveia.

Posicionamento perfeito: o melhor resultado de Ian Gouveia em 2018 foi em Saquarema

O representante do clã Gouveia conhece bem essa pressão.

Em 2017, ano de estreia, penou para se habituar na elite e garantiu manutenção no último suspiro, ao chegar na semifinal em Pipeline.

Agora, apenas com bom resultado no Brasil, entra na etapa americana na 31ª posição e não pode vacilar.

Voando alto: Jesse Mendes entrou na elite e precisa vencer baterias para seguir em 2019

Jesse é o exemplo perfeito de talento puro… que só precisa de tempo para brilhar.

Foram vários anos batendo na trave para garantir presença entre os melhores. E quando a vaga veio, o paulista sentiu na pele a dureza da WSL.

Principalmente no julgamento. Em vários momentos, o ‘nome’ do adversário pesou…. infelizmente, faz parte nas avaliações subjetivas.

Um jogo que todos os brasileiros tem que jogar.

E a busca pelos próximos pontos está logo ali… na piscina mais famosa do mundo!